Arquivo FolhaProjeto mantidoLinha de montagem da nova unidade de cabines da Volvo em CuritibaA montadora de caminhões e ônibus Volvo do Brasil - fábrica com sede em Curitiba - poderá mudar a política de investimentos no mercado devido ao pacote fiscal. A mudança não é definitiva nem está acertada. Ela só vai acontecer se houver forte e duradoura retração no mercado consumidor. Não há previsão de corte de pessoal nem redução na jornada de trabalho, segundo afirmaram ontem diretores da empresa à Folha.
A Volvo tem um programa de investimento de R$ 400 milhões para os próximos anos, sendo que quase R$ 100 milhões já foram colocados na nova fábrica de cabines e no desenvolvimento do caminhão modelo FH.
O diretor de Recursos Humanos e Assuntos Corporativos da Volvo, Carlos Morassuti, disse que é prematuro falar em cortes imediatos nos recursos programados. As primeiras semanas após o pacote fiscal serão para avaliação do impacto das medidas econômicas sobre o mercado. ‘‘O que não cogitamos de forma alguma é demitir funcionários’’, garantiu Morassuti. A Volvo tem 1,3 mil empregados.
KaiserO corte de R$ 200 milhões em investimentos anunciado pela direção da Kaiser não deve atingir a unidade de Ponta Grossa. Segundo a assessoria da empresa, todos os projetos serão mantidos. Em dezembro a Kaiser inaugura a nova linha de produção de latas e long neck. O investimento é de R$ 30 milhões, além dos R$ 107 milhões já investidos na construção da fábrica.
A redução de investimentos acontecerá na implantação da Kaiser em Pacatuba, no Ceará. Deve ocorrer um retardamento nas obras, que deveriam ficar prontas em 1998. A produção - 50 mil garrafas, 120 mil latas e 50 mil long necks por hora - deverá ser mantida. (Colaborou Giovani Ferreira)

mockup