Albari RosaAcordo firmadoO presidente da Volvo, Carl Lindestrom, e o governador Jaime Lerner assinaram ontem o protocolo de intençõesA fábrica de caminhões e ônibus Volvo investirá R$ 395 milhões para ampliação e remodelação da montadora, que há 20 anos está instalada na Cidade Industrial de Curitiba. O investimento é exclusivo da empresa, mas conta com incentivos fiscais ofertados pelo governo do Estado. Pelo período de quatro anos, a Volvo está isenta do recolhimento do ICMS (Imposto Sobre Circulação de Mercadorias) incremental.
O ICMS incremental é o imposto que passa a ser recolhido a mais por conta do aumento da produção e da comercialização. ‘‘Caso não haja aumento, ficamos sem ganhar o benefício’’, afirmou o presidente da Volvo do Brasil, Carl Goran Lindestrom. Ele esteve ontem no Palácio Iguaçu para assinar protocolo de intenções, que determina as condições para a implantação dos projetos da empresa.
O governador Jaime Lerner participou da cerimônia. Ele disse que a Volvo recebe os ‘‘mesmos incentivos’’ que foram dados quando a empresa chegou ao Estado. ‘‘Usamos os mesmos instrumentos. Não se difere em nada do que se fez em relação à Renault’’, disse Lerner, mandando recado ao senador Roberto Requião. O senador acusa o governo de Estado de omitir informações sobre os benefícios que dá às empresas.
O investimento da Volvo vai se dar em duas partes. Na primeira fase vão ser investidos R$ 209 milhões na unidade de fabricação de cabines e renovação dos produtos fabricados. A segunda etapa é para construção de novas instalações e desenvolvimento de produtos.
Com faturamento de R$ 500 milhões, no ano passado, a Volvo participa com 25% das vendas de caminhões no mercado nacional. A ampliação da indústria vai permitir que haja um aumento para 30%, aposta o presidente da montadora. ‘‘Estamos renovando o programa da fábrica para termos produtos mais competitivos’’, afirmou Lindestrom.
A Volvo destina praticamente toda a sua produção ao mercado interno. Apenas 15% dos ônibus e caminhões (mil unidades por ano) são exportados para Mercosul e demais países da América Latina. Lindestrom disse que o mercado brasileiro está em primeiro lugar. Todos os componentes que a Volvo passar a importar e exportar deverão passar pelo porto de Paranaguá ou pelo aeroporto Afonso Pena.
Lindestrom afirmou ainda que a empresa sueca não tem planos a curto prazo para instalar fábrica de automóveis no Brasil. ‘‘Com o Mercosul funcionando pagamos somente 20% de imposto de importação. É melhor importar carro completo do que fabricar aqui’’, afirmou. Ele disse que o mercado não comporta uma produção local.

mockup