Volvo projeta alta de 5% no setor de construção
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terça-feira, 19 de fevereiro de 2013
João Fortes<br>Reportagem Local 
São Paulo - De olho nas diversas possibilidades de investimentos em obras para os próximos anos na América Latina, a divisão de equipamentos de construção da Volvo começou o ano com a perspectiva de investimentos altos para incremento da produção e nova oferta de produtos no mercado.
As novidades foram apresentadas ontem, em São Paulo, pelo novo presidente da Volvo Construction Equipment (VCE) Latin America, Afrânio Chueire, que assumiu a posição em novembro do ano passado.
A empresa inicia 2013 com balanço favorável do ano passado, quando comercializou, em toda América Latina, 4.244 unidades de equipamentos como escavadeiras compactas, motoniveladoras, carregadeiras, pavimentadores, caminhões articulados, entre outros produtos. País com maior representação no volume de vendas da VCE latino-americana, o Brasil respondeu por 67% do total vendido em 2012, com a comercialização de 2.864 máquinas.
Números que dão motivos de sobra para a marca concentrar ainda mais sua produção por aqui, na unidade de Pederneiras (SP). A fábrica se tornará ainda mais diversificada ao receber uma linha de produção de retroescavadeiras, até então fabricadas no México. Apenas para essa transferência serão investidos US$ 10 milhões, em um processo que se dará entre junho e setembro. No Brasil, a VCE deve priorizar a fabricação de retroescavadeiras com peças nacionais.
A marca também irá produzir em Pederneiras quatro modelos de escavadeiras da marca chinesa SDLG, da qual a Volvo detém 70% das ações. Outro nicho de mercado que a Volvo pretende atender é de carregadeiras para 35 toneladas.
Com essas e outras estratégias, Chueire estima um crescimento de 3% a 5% faturamento da empresa em 2013. Ele admite que o mercado de equipamentos de construção está mais competitivo. "Há seis anos o Brasil tinha cinco fabricantes, hoje em dia são dez", apontou.
Ele listou uma série de oportunidades que podem alavancar ainda mais o faturamento da companhia, com investimentos tanto do poder público como da iniciativa privada, como a crescente demanda por obras de infraestrutura na América Latina, desenvolvimento urbano, obras do Programa de Aceleração da Economia (PAC) e para a realização da Copa do Mundo e das Olimpíadas no Brasil.
"Nosso mercado está sofrendo mudanças e ter a produção local é um diferencial. Em uma primeira análise, nossas decisões de investimentos são calcadas em uma visão a longo prazo, pois a necessidade de tais obras existe. Em uma segunda análise, vamos ajustando o volume de produção conforme a necessidade, por exemplo, a medida que os programas do governos vão sendo lançados", afirmou Chueire.
O repórter viajou para São Paulo a convite da Volvo.


