A Volvo do Brasil, com sede na Cidade Industrial de Curitiba, anuncia hoje o início da produção do ônibus rodoviário modelo B12-B, que há três anos é importado da matriz da empresa, na Suécia. A Volvo decidiu nacionalizar o produto para atender uma demanda de mercado, que apresentou crescimento no ano passado. Desde o início da comercialização do ônibus no País, a montadora vendeu 350 unidades.
O B12-B chegou ao Brasil no final de 1993, dois anos após o lançamento mundial do modelo. A partir de 95, a Volvo decidiu importar os ônibus desmontados, passando a utilizar a linha de produção da empresa para montar as unidades. As unidades entravam no País através do Porto de Paranaguá.
A Volvo ainda não tem uma estimativa do volume de produção que possa ter com a nacionalização. Hoje, a empresa tem uma capacidade máxima de confeccionar até 3 mil ônibus por ano. A produção diária da montadora é de sete ônibus e mais 15 caminhões, o que dá um faturamento aproximado de R$ 2 milhões. Segundo a assessoria de imprensa da Volvo, a produção acontecerá conforme a demanda de mercado.
O modelo B12-B se destina a viagens de longa distância. Ele é considerado um dos mais potentes no mercado nacional. O ônibus tem 400 cavalos de força contra 350 dos demais tipos que a empresa produz. A Volvo levou em conta a resistência do carro para tornar o produto nacional. ‘‘A nacionalização atende a necessidade que temos de ter ônibus fortes para as condições precárias das estradas brasileiras’’, disse o assessor Valter Viapiana. A Volvo pretende comercializar o ônibus em duas versões: com 360 cavalos e com 400 cavalos de força.
Um dos maiores clientes da Volvo na compra do ônibus B12-B é a Auto Viação Garcia, de Londrina. A empresa tem hoje 600 ônibus de linha e turismo. Deste total, 60% são Volvos.
A Volvo não precisou fazer qualquer alteração na estrutura fabril para produzir o B12-B. Hoje, a empresa tem 2,4 mil funcionários, sendo que 1,4 mil trabalham na linha de montagem de ônibus e caminhões. Segundo a assessoria da empresa, não foi necessário investimentos extras para nacionalizar o produto.

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