Volvo investirá R$ 1 bi em três anos na AL
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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017
André Ítalo Rocha<br>Agência Estado 
São Paulo Uma das poucas montadoras instaladas no Brasil que conseguiram elevar a produção em 2016, a Volvo pretende investir R$ 1 bilhão na América Latina entre 2017 e 2019, informou nesta terça-feira, 14, o presidente do grupo para a região, Wilson Lirmann. Segundo ele, "mais de 90%" dos investimentos serão concentrados no Brasil, onde a montadora mantém uma fábrica de caminhões e ônibus, localizada em Curitiba.
Lirmann, que está no cargo desde julho do ano passado, explicou que a confiança com os próximos anos se deve principalmente a "sinais consistentes de retomada da economia", destacando que a inflação caminha para terminar o ano abaixo do centro da meta do Banco Central (BC), de 4,5%, e que há uma tendência de redução das taxas de juros. "São custos menores para a tomada do crédito", afirmou.
O executivo disse ainda que o agronegócio, que deve ter uma safra recorde em 2017, terá papel fundamental na retomada das vendas de caminhões pesados, segmento no qual a Volvo é líder no Brasil. Com isso, a montadora espera que, na pior das hipóteses, o mercado total de caminhões pesados e semipesados, no qual a montadora atua, fique estável neste ano e, na melhor das hipóteses, cresça até 10% em relação ao volume do ano passado, quando foram vendidas 29,6 mil unidades.
Embora tenha mostrado confiança com o avanço da economia, Lirmann disse que ainda há "muitas incertezas" em relação ao futuro do Brasil, o que explica o fato de a empresa trabalhar com um cenário que vai de estabilidade do mercado de caminhões pesados e semipesados até crescimento de 10%. Mesmo admitindo a incerteza, ele afirmou que espera que "o primeiro trimestre continue difícil, com o primeiro semestre sem grandes alterações e um crescimento a partir do segundo semestre".
Os investimentos previstos para os próximos três anos no Brasil serão destinados ao desenvolvimento de produtos e à modernização do parque fabril. Fora da filial brasileira, os aportes devem dobrar o número de concessionárias da marca no Chile, de 7 para 13.


