Volvo investirá na construção rodoviária
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terça-feira, 18 de fevereiro de 2014
Cecília França<br>Reportagem Local 
São Paulo - A Volvo Construction Equipment (CE), fabricante de máquinas e equipamentos de construção, anunciou ontem foco estratégico no segmento rodoviário. Para isso, lançará quatro equipamentos específicos, visando as concessões de rodovias como oportunidade para ampliar vendas. Em 2013, a marca registrou queda na comercialização no Brasil, seu principal mercado, mas com ampliação no market share dos principais produtos.
Os novos equipamentos, que incluem vidroacabadores e rolos de compactação, farão da Volvo uma das poucas fabricantes a ofertar todos os produtos necessários para construção de estradas. O presidente da Volvo CE América Latina, Afrânio Chueire, aposta nas concessionárias de rodovias como principais clientes para a nova linha. "Por serem empresas privadas, as concessionárias buscam resultados que exijam menor custo de manutenção, o que nossas máquinas oferecem", defende.
Em 2013, as vendas da Volvo caíram 8% no País em relação a 2012, fechando em 2.654 unidades comercializadas. No entanto, houve ganho expressivo de market share em produtos como o caminhão articulado - de 29% para 44,3% de participação. As escavadeiras tiveram aumento de 10,9% para 12,8% na participação e as carregadeiras de 10,3% para 11,8%. As chamadas utility range (retroescavadeiras e minicarregadeiras) atingiram participação de mercado de 5,2% ante 4,8% em 2012.
No total, o número de equipamentos de construção comercializados no País em 2013 foi de 30,1 mil unidades, contra 26,3 mil em 2012. Para 2014, a Volvo CE prevê algo em torno de 24 mil unidades.
Mercado
Afrânio Chueire vê uma mudança brusca no mercado brasileiro atual em relação ao vivenciado até 2012, com aumento expressivo da competitividade. Com desvalorização cambial, aumento da taxa de importação de 14% para 25% e crescimento das licitações públicas, impulsionadas pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), 2013 foi um divisor de águas.
Apesar de ter ficado de fora das concorrências públicas do MDA - que exigem máquinas mais simples que a fabricadas pela Volvo - Chueire não vê como negativo o fomento do governo federal para esse setor da economia. "Grande parte do crescimento do mercado a partir de 2004 veio, sim, do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento)", ressalta. Chueire acredita que o programa federal continuará impulsionando o setor. "Mesmo que ele não tenha saído como previsto, as obras que restam fazer devem sustentar o mercado em 2014. O mercado conta com isso", finaliza.
A repórter viajou a São Paulo a convite da Volvo
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