Volvo inaugura nova fábrica em Curitiba
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terça-feira, 21 de outubro de 1997
Dary Júnior Curitiba 
Albari Rosa
Alta tecnologiaNa foto de baixo, linha de produção da nova fábrica de cabines da Volvo, que é quase totalmente operada por robôs. Na foto de cima, o presidente da empresa, Carl Lindestrom
A Volvo inaugurou ontem sua terceira fábrica mundial de cabines de caminhões pesados. São 16 mil metros quadrados de área construída na Cidade Industrial de Curitiba (CIC). No início, a expectativa é produzir mil unidades por ano. Com capacidade para uma produção seis vezes maior, a nova linha de montagem deve gerar 150 empregos. A empresa investiu R$ 50 milhões no projeto.
A inauguração coincidiu com o 20º aniversário da Volvo do Brasil. A empresa prevê ainda mais investimentos. Vamos investir R$ 400 milhões na modernização da nossa estrutura e na renovação dos produtos, anunciou o presidente da empresa, Carl Lindestrom. Segundo ele, a nova fábrica é destinada à produção de cabines para os caminhões FH12 380 Globetrotter, conhecidos como cara chata, que começam a ser montados em março de 1998 no País.
O investimento acontece no momento em que a Volvo do Brasil aposta no reaquecimento das vendas. Em 1995, foram vendidos 20 mil caminhões. No ano passado, apenas 14 mil. Vamos voltar à marca das 20 mil unidades em 1997, acredita o diretor de marketing e caminhões da empresa, Nilton Meira. O cumprimento da meta significa uma participação em torno de 24% do mercado.
Um dos fatores que motivam o reaquecimento das vendas é a expansão dos consórcios. Esse tipo de transação respondia por apenas 10,12% dos caminhões vendidos pela Volvo do Brasil. Em um ano e três meses, o índice saltou para 30%. Meira atribui esse crescimento à estabilidade econômica: Antes, vender não era difícil. Receber, sim. Hoje, isso mudou e temos negócios mais estruturados. A empresa, que tem 1,4 mil funcionários, fatura R$ 600 milhões por ano.
Essa perspectiva deixa a Volvo otimista, conforme a previsão de Lindestrom. Queremos vender 30 mil unidades, entre caminhões e ônibus, em 1998, revela o presidente da Volvo do Brasil. O diretor de marketing e ônibus da empresa, Oswaldo Schmitt, diz que a exportação atualmente concentra 20% das vendas. Desse total, quase 90% são para os países do Mercosul, principalmente Argentina.
Protótipo - Dentro de dois meses fica pronto o protótipo do chassi para motor elétrico, um projeto da Volvo do Brasil com a fabricante de carrocerias Marcopolo. Os testes devem começar a partir de janeiro, conta Oswaldo Schmitt. A montadora está no programa fura-fila, da prefeitura de São Paulo, que vai colocar em circulação ônibus movidos a energia para o transporte coletivo.


