Curitiba A Volvo do Brasil fechou, esta semana, o maior contrato de sua história na venda de ônibus, em volume de unidades, no valor de aproximadamente US$ 400 milhões de dólares. A empresa irá fornecer 1.667 veículos para três operadores do Transantiago sistema de transporte coletivo urbano de Santiago, capital do Chile. As carrocerias dos ônibus serão fabricadas pelas empresas brasileiras Marcopolo, Induscar/Caio e Busscar. Os veículos serão entregues em lotes, de junho deste ano até fevereiro de 2006.
A negociação durou um ano e meio. Do total de ônibus, 1.157 são articulados modelo B9 SALF (Side Low Articulated) e 510 são convencionais, do tipo B7R LE. Os compradores são as empresas Subus Chile S.A., Express de Santiago Uno S.A., e Inversiones Alsacia S.A. Os articulados serão produzidos na fábrica da Volvo de Curitiba, e os convencionais na planta localizada em Borós, cidade nas proximidades de Gotemburgo (Suécia), sede mundial do grupo. A Volvo é líder no mercado de ônibus articulados na América do Sul, com mais de 80% da frota nesse segmento, participação que será aumentada com a venda para o Chile.
Os articulados com motor de 9 litros, capacidade para 160 pessoas e 18,5 metros de comprimento circularão em três dos cinco corredores do Transantiago, chamados de troncais, que passam pelos principais eixos urbanos de Santiago. Com quatro portas do lado direito e motor de 340 cv, eles têm piso baixo em toda a sua extensão, facilitando o acesso, o embarque e o desembarque de passageiros. Segundo a Volvo, esse modelo tem ainda a vantagem de isentar o gestor do sistema de instalar equipamentos urbanos especiais, como as plataformas de embarque acima do piso das ruas e avenidas.
Os ônibus convencionais com motor de 7 litros, capacidade para 80 pessoas e 12 metros de comprimento também rodarão nos troncais. Ambos os modelos atenderão as normas Euro III de emissão de poluentes. Os veículos para os outros dois corredores serão objeto de aquisição futura.
O Transantiago está sendo implantado pelo governo chileno para solucionar os problemas de excesso de veículos nas regiões centrais, diminuir a poluição veicular e reduzir o tempo de espera e de viagem, usando ônibus de maior capacidade de transporte, que circulam em vias segregadas, a exemplo do sistema curitibano. A partir de agosto, os 3,5 mil operadores de transporte serão substituídos por 15 consórcios empresariais.

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