Volvo do Brasil investe US$ 25 milhões
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terça-feira, 10 de fevereiro de 2004
Renata Stuani<br> Agência Estado 
São Paulo - A fabricante de caminhões e ônibus Volvo encerrou 2003 com faturamento de R$ 1,73 bilhão, 40% a mais que o registrado no ano anterior. Para o período 2004-2005, a empresa sueca destinou investimentos de US$ 25 milhões à subsidiária brasileira, principalmente para o lançamento de produtos.
A montadora investiu US$ 75 milhões desde o início de 2003 na modernização das operações, na reestruturação da rede de concessionárias e em lançamentos no País. Dentro de poucos dias, iniciará em Paranaguá (PR) os embarques de 125 unidades de cavalos-mecânicos completos (modelos FM e FH) para a China, onde a montadora começa em março a produção de caminhões em parceria com a China National Heavy Truck Corporation. Depois deste primeiro lote, poderá haver outros, segundo o novo presidente da Volvo do Brasil, Tommy Svensson.
Sediada em Curitiba (PR), a Volvo está há 26 anos no Brasil, seu quarto principal mercado para vendas de caminhões pesados (atrás de EUA, Grã-Bretanha e Irã). Svensson, que assumiu o cargo em outubro, garantiu que a empresa teve lucro no País em 2002 e 2003 tanto no setor de caminhões como no de ônibus (a companhia não divulga os números das subsidiárias). ''Nós sempre focamos rentabilidade, não subsidiamos exportações'', disse.
Embora a Volvo tenha chegado ao Brasil para fabricar ônibus, ela atualmente tem suas operações sustentadas pelo setor de caminhões, especialmente pesados. Foram vendidos 5.158 veículos pesados em 2003 - 4.391 no mercado doméstico (1,7% a mais do que em 2002) e 767 no exterior.
A empresa lançou no ano passado seu primeiro modelo semipesado no Brasil, o caminhão VM, que vendeu 322 unidades de outubro a dezembro. Segundo o gerente de vendas da empresa para caminhões pesados, Carlos Pacheco, a procura pelo VM ultrapassou 400 unidades em 2004 e a intenção é superar 1.400 este ano. A linha de pesados da Volvo terminou o ano na vice-liderança do mercado doméstico, com quase 25% de fatia, atrás somente da Mercedes-Benz (DaimlerChrysler) e seguida de perto pela Scania.
Segundo Pacheco, a unidade de caminhões trabalha com um turno de produção e está operando com 80% da capacidade. O gerente de Estratégia e Planejamento de Produtos, Sérgio Gomes, afirma que 43% da receita com caminhões pesados já é garantida pelos caminhões do tipo bitrem (dois conjuntos atrelados usados para transportar grãos).
Na área de ônibus, a Volvo do Brasil está sendo sustentada basicamente pelas exportações e a unidade fabril tem alta ociosidade. A companhia produziu cerca de 600 unidades em 2003, 195 para o mercado doméstico e 400 para exportação. A capacidade é para produzir 2,4 mil unidades. As vendas no Brasil caíram 45% em 2003, frente a 2002. Já as vendas para a Argentina, que foram nulas em 2002, registraram 98 unidades em 2003.
O diretor da Divisão de Ônibus da América do Sul, Per Gabell, afirmou que a montadora perde no segmento de ônibus rodoviários (viagens interestaduais), mas tem tido boas oportunidades na área de ônibus para transporte urbano. Em 2004, novos negócios de exportação para o Brasil deverão vir da Colômbia e Equador, onde a Volvo fechou um acordo de representação com a General Motors.


