O presidente mundial da Volvo, Leif Johansson, disse ontem em Curitiba que a empresa automobilística manterá todos os investimentos previstos na Ásia e América Latina apesar da crise mundial das Bolsas de Valores. Johansson disse que a diretoria da empresa sueca sabe que haverá um forte impacto negativo na economia mundial, mas mesmo assim aposta que pode driblar a estagnação. ‘‘Vamos continuar a investir na Ásia e na América do Sul porque temos acordos de operação e sabemos que temos mercado para crescer’’, afirmou. A meta é crescer 10% este ano sobre 1997.
Os planos da Volvo na Ásia, onde detém 9% do mercado, englobam a construção de uma fábrica de ônibus na China. A empresa sueca recém inaugurou uma fábrica de caminhões na Índia. Houve ainda o investimento de US$ 500 milhões para a compra da Samsung Coreana, fábrica que produz uma linha de escavadeiras. ‘‘Esta é a hora de investir’’, disse Johansson. Ex-presidente da Electrolux, ele visitou pela primeira vez a fábrica brasileira da Volvo, instalada na Cidade Industrial de Curitiba. Johansson veio ver de perto como está o desempenho da empresa.
No Brasil, os investimentos se mantém concentrados em Curitiba. A Volvo pretende ampliar a fábrica de caminhões, projeto previsto para os próximos anos. No início do ano passado, a montadora iniciou um investimento de US$ 200 milhões para começar a produzir cabines. Quanto à intenção de instalar uma fábrica de carros no País, a Volvo faz silêncio.
Mas a empresa admite que há a possibilidade de união com outras montadoras no mundo, como ocorreu com a Crhysler e Daimler Benz, que se uniram. O presidente mundial da Volvo admitiu que a montadora tem boas relações com a japonesa Mitsubishi. As duas produzem juntas carros de passeio para alguns países da Europa. ‘‘Buscamos parceiros para produzir’’, afirmou Johansson. A Volvo teve um faturamento de US$ 25 bilhões no ano passado. Deste total, 10% foram reinvestidos em pesquisa e no capital direto da fábrica.

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