Volvo Caminhões leva prêmio por qualidade na gestão
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sábado, 10 de novembro de 2012
Fábio Galiotto <br> Reportagem Local 
São Paulo - A Volvo Caminhões, ligada à Volvo do Brasil, com sede em Curitiba, é campeã pela segunda vez do Prêmio Nacional da Qualidade (PNQ), que reconhece as empresas pela excelência na administração, aliada a um processo contínuo de adaptação às necessidades do mercado. Pertencente ao grupo sueco Volvo, a montadora está entre as seis que se destacaram no País na análise da Fundação Nacional da Qualidade (FNQ), com base no Modelo de Excelência da Gestão (MEG), criado em 1990 em parceria do governo brasileiro com a iniciativa privada.
Vice-presidente de Recursos Humanos e assuntos corporativos da Volvo do Brasil, Carlos Morassutti afirma que o resultado mostra por que a empresa é reconhecida dentro do grupo sueco como modelo. ''E o momento de virada foi quando acreditamos no MEG'', diz, sobre a implantação do sistema em 2003.
Morassutti conta que representantes de 180 países visitam a empresa em Curitiba, para trocar experiências. Ele diz que, no local, os funcionários já entenderam e incorporaram a forma de gestão sistêmica. ''Temos um País em busca de competitividade (no mercado internacional) e essa é a forma de agir.''
Defensor do modelo, ele considera que não são apenas os resultados financeiros que devem ser levados em consideração. Morassutti lembra que a Volvo chegou à liderança no mercado de caminhões pesados no País e foi considerada a melhor empresa para se trabalhar no ranking das revistas ''Exame'' e ''Você S/A''. ''Isso dá orgulho ao funcionário e aumenta o engajamento do grupo, ganhos que não são medidos em números, mas se transformam em resultados.''
Além da Volvo, foram premiadas neste ano as empresas de energia AES Eletropaulo (SP), AES Tietê (SP), Cemig Geração e Transmissão (MG) e Energisa Paraíba, ao lado da Suspensys (RS), de peças para veículos pesados.
Desde anos 90
O sistema surgiu para melhorar a produtividade empresarial no País, seja na indústria, no comércio ou em serviços. O superintendente geral da FNQ, Jairo Martins da Silva, lembra que se tratava de uma época em que os carros brasileiros foram chamados de carroças, em referência à crítica do então presidente do Brasil, Fernando Collor de Mello, à qualidade dos veículos nacionais.
Foi então que empresários e a União criaram o Programa Brasileiro de Qualidade e Produtividade, hoje usado até por micro e pequenas empresas (MPEs). O modelo consiste em montar uma gestão sistêmica, sem focar unicamente em resultados financeiros, para que a organização fique menos vulnerável a problemas ou crises econômicas. ''O prêmio é consequência, mas o grande objetivo é o fortalecimento das empresas brasileiras'', diz Martins da Silva.
A FNQ analisa os concorrentes à premiação por observação e por informações repassadas pelas empresas, com base em oito critérios com pontuações. O principal são os resultados, com 450 pontos, seguido pela liderança e processos, com 110 cada. Na sequência vêm pessoas (90), estratégias e planos (60),informação e conhecimento (60), sociedade (60) e clientes (60).
Martins da Silva conta que, depois de 20 anos do prêmio, foi possível identificar uma maturação da gestão das empresas participantes. ''Há dez anos, em uma escala de 0 a 100, a média de notas era de 37 e hoje é de 54'', diz. Ainda, a variação das notas dos vencedores desta edição foi 9% maior do que para os de 2011.
Outro exemplo dado pelo superintendente da FNQ é que 38 mil MPEs se candidataram ao prêmio neste ano e têm se beneficiado. ''Há dois anos eram 50% das pequenas empresas que passavam de dois anos de vida e hoje já são 73%'', afirma Martins da Silva, que lembra que também há um prêmio para MPEs, em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às MPEs (Sebrae).
n O jornalista viajou a São Paulo a convite da FNQ


