São Paulo - A partir de julho a linha de escavadeiras da Volvo começa a ser montada no Brasil. Os equipamentos, que atualmente são importados completos da fábrica da Volvo localizada na Coréia, passarão a ser montados na Volvo Construction Equipment Latin America, unidade sediada na cidade de Pederneiras, no interior de São Paulo, que produz equipamentos para os setores da construção e mineração. A linha de montagem no Brasil tem um objetivo claro: aumentar o mercado de escavadeiras Volvo não apenas no País como em toda América Latina.
Para receber a nova linha de montagem, a Volvo investiu US$ 6 milhões na fábrica paulista. Este ano, além de sua produção de cerca de 1,2 mil máquinas motoniveladoras, caminhões articulados e pás-carregadeiras, a previsão é que sejam montadas na unidade até 300 escavadeiras. ''A fábrica brasileira proporcionará mais flexibilidade e rapidez nos atendimentos aos clientes'', explicou o presidente da Volvo CE Latin América, Yoshio Kawakami, ressaltando que em dois anos Pederneiras deve alcançar a produção de 3 mil máquinas por ano.
Uma das vantagens, segundo ele, é a redução da complexidade logística de importação, uma vez que a Volvo terá à sua disposição mais linhas de navios que chegam ao País, resultando em redução no prazo de entrega dos equipamentos. Kawakami reconhece que a desvalorização cambial encarece o custo da produção no Brasil neste momento. Por isso, para aumentar a competitividade, a intenção é nacionalizar alguns componentes a partir de 2007.
''2006 tem sido um ano favorável para o setor'', disse Kawakami, que divulgou os planos da Volvo durante a M&T Expo, Feira Internacional de Equipamentos de Construção e Mineração, que realizada no Centro de Exposições Imigrantes, em São Paulo. Segundo ele, o mercado na América Latina cresceu 26% no primeiro trimestre deste ano em relação ao mesmo período de 2005. No Brasil o crescimento foi ainda melhor: de 33%. O Brasil é o primeiro mercado da empresa na região, sendo responsável por 60% de seu faturamento de US$ 195 milhões na América Latina, em 2005. A expectativa é ultrapasar a casa dos US$ 220 milhões este ano.

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