De acordo com André Macedo, gerente da Coordenação de Indústria do IBGE, a produção industrial brasileira está 5,5% abaixo do pico registrado em maio de 2011. Apesar das sucessivas quedas registradas nos últimos meses, o comportamento negativo da indústria começou ainda no quarto trimestre do ano passado.
"A indústria mostra uma sequência de três resultados negativos, mas esse comportamento de menor intensidade (da produção) vem sendo observado já há algum tempo no setor industrial, especialmente quando a gente observa o último trimestre de 2013 em diante", afirmou Macedo.
Segundo IBGE, a indústria recuou 4,5% desde outubro de 2013. Os setores que ainda mostram bons resultados são os relacionados ao consumo interno e ao ganho real de renda, como alimentos, remédios e combustíveis. Não por acaso, a categoria de bens de consumo semi e não duráveis foi a única a registrar resultados positivos em todas as comparações em maio. O crescimento foi de 1,0% ante abril; alta de 0,8% ante maio de 2013; expansão de 1,0% no ano; e elevação de 1,5% em 12 meses.
"Aqueles (produtos) mais voltados para o mercado interno, mais identificados com o consumo diretamente relacionado aos salários, são aqueles que permanecem com comportamento diferente do total da indústria, com destaque especialmente para a parte dos alimentos, alguma coisa dos medicamentos, os carburantes, ou seja, gasolina e álcool. São exemplos de atividades e produtos que se destacam na evolução dos meses e também no acumulado de 2014, em relação a igual período do ano anterior", disse Macedo.

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