Volume de recursos causa morosidade
O advogado Rolff Milani de Carvalho, síndico da massa falida, informou que o processo de liquidação judicial tem que aguardar todos os credores obter o título judicial para se habilitarem ao crédito, o que ainda não aconteceu com pequena parte de ex-funcionários. ''Fiz o chamamento dos credores em 2000, mas a Justiça indeferiu porque tinha recursos tramitando. Reiterei o pedido há cerca de três meses e ainda não houve decisão'', explicou Carvalho.
Outro fator que contribui para a morosidade do processo, segundo ele, é o volume de recursos tramitando na Justiça. ''São mais de sete mil processos que envolvem bancos, União, INSS, Fazenda Pública de vários estados entre outros órgãos'', afirmou o síndico.
A avaliação patrimonial da Cotia é estimada hoje em R$ 500 milhões, entre galpões, armazéns, imóveis e até indústrias. O último valor contábil dos imóveis chegava perto dos R$ 800 milhões. ''Não temos uma avaliação final ainda do patrimônio. A cooperativa tabém não tem um balanço das dívidas atualizadas. Hoje se sabe que o valor patrimonial é bem menor do que o valor da dívida, porém há probabilidade dos créditos trabalhistas serem pagos integralmente'', explicou Carvalho.
A venda do patrimônio, disse o síndico, será determinada pela Justiça assim que essas pendências (recursos) tiverem decisão. Segundo ele, já há bens sendo vendidos em execuções fiscais e boa parte do patrimônio da cooperativa está alugada. ''Os recursos estão sendo direcionados para uma conta judicial. Hoje, existem nesta conta cerca de R$ 46 milhões'', informou o síndico.
O síndico rebateu ainda as notícias de que o patrimônio está sendo deteriorado. ''O patrimônio está relativamente bem cuidado. A grande maioria dos imóveis está arrendada ou em regime de comodato com as prefeituras'', completou. (V.B.)





