Segundo o diretor técnico da Unica, Antonio de Padua Rodrigues, "a persistência do clima mais seco desde o início da safra tem, por um lado, favorecido a operacionalização da colheita, mas, por outro, prejudica severamente o desenvolvimento da planta, intensificando a quebra agrícola". Já existem unidades produtoras que estão reduzindo o ritmo de colheita para não avançar em áreas que não atingiram o ciclo de desenvolvimento e maturação, acrescentou.
De fato, dados finais apurados pelo Centro de Tecnologia Canavieira (CTC) a partir de uma amostra composta por cerca de 160 unidades produtoras, mostram que o índice de precipitação pluviométrica registrado nas regiões produtoras de cana-de-açúcar permanece aquém do patamar histórico para o período. No último mês, o volume de chuvas registrado nas áreas com cana ficou 50% abaixo do patamar verificado em maio de 2013.
Com efeito, a produtividade agrícola da área colhida até o final de maio alcançou 78,4 toneladas de cana-de-açúcar por hectare, sensível queda de 7,3% no comparativo com o mesmo período do ano anterior. Especificamente em maio, o rendimento agrícola atingiu 80 toneladas por hectare, declínio de 6,4% em relação ao mesmo mês de 2013.
De acordo com o executivo da Unica, "a quebra de safra observada até o momento é preocupante e deverá ficar mais evidente ao final da safra". Esse cenário esperado de baixa produtividade agrícola nas últimas quinzenas da safra poderá comprometer a oferta de matéria-prima, já que algumas áreas não serão colhidas e outras serão, porém com elevado custo e dificuldades logísticas para o abastecimento da indústria. (V.L.)

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