Curitiba - No escritório do advogado Marcelo Flores, o volume de negócios fechados em 2011 caiu 10% em relação a 2010 por conta da crise econômica europeia. Ele disse que os investidores internacionais entraram em um ''compasso de espera''. Para Adeodato Volpi Netto, sócio-diretor da Open Point Partners, empresa especializada em fusões e aquisições, a retração aconteceu porque os Estados Unidos e a Europa travaram o crédito internacional de todo o mundo.
Ele acredita que as mudanças a serem implantadas pelo Super Cade são positivas e tornam os negócios mais seguros. ''Cria um incentivo forte para que aumente o número de transações, até para os investidores internacionais'', disse.
Um estudo realizado pela consultoria Ernst & Young mostrou que o volume de operações no mercado brasileiro teve queda de 16% no quarto trimestre de 2011 em relação ao mesmo período de 2010. No terceiro trimestre do ano, a queda foi de 14%. Para o líder de fusões e aquisições da Ernst & Young, Ricardo Reis, esta queda é reflexo da pausa nas transações por parte dos investidores estrangeiros, que preferiram reavaliar os negócios em vista no Brasil diante da turbulência nos mercados globais.
Com isso, o valor total de transações brasileiras anunciadas apresentou uma retração trimestral de 38%, alcançando o nível mais baixo desde o primeiro trimestre de 2010. ''A queda em valor foi, em parte, potencializada pela queda na quantidade de acordos, mas também é resultado de um declínio trimestral significativo de 26% na média do valor das operações'', explicou Reis. O valor médio dos acordos para negócios envolvendo o Brasil está em US$ 293 milhões e, conforme o executivo da Ernst & Young, estão levando um tempo maior para serem concluídos. (A.B./Com agências)

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