O volume de negócios em leilões pecuários na 39ª Exposição Agropecuária e Industrial de Londrina já bateu o recorde em relação ao ano passado. Segundo Marco Bueno, do conselho da Sociedade Rural do Paraná, os 16 leilões realizados até quinta-feira à noite negociaram 5.777 animais, totalizando R$ 3.514.615,12. ‘‘O resultado ficou além da expectativa inicial de comercialização, que previa negócios na ordem de R$ 3,5 milhões até o final da feira’’, comentou Bueno.
O diretor da Programa Leilão, Paulo Horto, acredita até o final da exposição, no domingo, os leilões acumulem negócios da ordem de R$ 4,5 milhões. Entre hoje e amanhã estão programados nove leilões na exposição. Ontem à noite ocorreram três leilões. ‘‘Se o tempo ajudar, os negócios devem ficar R$ 1,5 milhão acima do volume negociado no ano passado, quando a comercialização atingiu R$ 3,05 milhões’’, afirmou Horto.
O leiloeiro disse que o bom volume de negócios se deve, além da qualidade dos animais ofertados na exposição, ao aquecimento do mercado provocado pelas alterações na política cambial. ‘‘O boi voltou a ser um ativo financeiro com liquidez, o que atrai os compradores para os leilões’’, afirmou.
Horto observou ainda que o setor pecuário trabalha com expectativa de valorização do boi gordo no segundo semestre. ‘‘A previsão que a arroba do boi gordo chegue a R$ 40,00 no segundo semestre’’, afirmou.

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