A arrecadação de impostos e contribuições federais atingiu em maio, segundo informações da Receita Federal, R$ 59,249 bilhões no Brasil, o que representa um significativo crescimento real de 15,15% em comparação ao mesmo período do ano passado. No Paraná, a arrecadação foi de R$ 2,859 bilhões, com um aumento real em relação a 2009 maior que o do próprio País, chegando a 16,89%. Já a região de Londrina - que engloba 63 municípios - o valor foi de R$ 280 milhões, crescimento de apenas 0,79% em comparativo ao ano anterior.
Para Sérgio Gomes Nunes, delegado da Receita Federal em Londrina, tais crescimentos reais tanto no Estado quanto no País são devido a retomada da economia brasileira nos últimos meses, pós crise mundial. ''A economia do Brasil voltou a entrar nos eixos. No ano passado a arrecadação foi negativa, o que fez com que os números deste ano tenham grande aumento percentual'', explica Nunes.
Ainda segundo o delegado, Londrina não teve um aumento real substancial pois no mesmo período do ano passado a região teve um crescimento bom, não sendo tão atingida pela crise. ''Em 2009, não houve um represamento de arrecadação no município'', comenta Sérgio.
Em relação a arrecadação acumulada nos cinco primeiros meses de 2010, o Brasil atingiu R$ 305,113 bilhões (aumento real de 11,56%), o Paraná R$ 14,633 bilhões (crescimento de 17,74%) e Londrina R$ 1,563 bilhões (ascensão de 16,19%). ''Este crescimento deve sofrer uma redução considerável no segundo semestre, pois em setembro e outubro do ano passado a economia do País já estava em recuperação'', completa o delegado da Receita.
Brasil
O crescimento da arrecadação de impostos e tributos no Brasil também está sendo alancado pelo aumento da produção industrial, vendas do comércio e massa salarial. Neste mês foi registrado o oitavo recorde consecutivo. ''A arrecadação em maio se deve ao alto nível de crescimento da demanda da economia e ao aumento do emprego'', destaca o coordenador-geral de Estudos, Previsão e Análise da Receita Federal, Victor Lampert. Ele lembra que, no mês passado, a produção industrial teve um aumento de 17,40%, o volume geral de vendas de 12,70% e a massa salarial de 15,46%.
Apesar dos sucessivos recordes, ele confirma a desaceleração da arrecadação no segundo semestre. ''Recordes podem se repetir, mas vão ficando cada vez mais difíceis'', ressalta. O próprio ministro da Fazenda, Guido Mantega, já trabalha com esse cenário. Tanto é que disse recentemente que a economia já não está se expandindo no mesmo ritmo verificado nos três primeiros meses do ano (9%). A acomodação da atividade econômica, que também reflete os aumentos recentes da taxa básica de juros pelo Banco Central, deve impactar no comportamento do recolhimento de impostos. Ou seja, não haveria espaço para ampliações de gastos.

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