Volume de crédito para Pronaf decepciona Fetaep
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quarta-feira, 29 de agosto de 2001
Vânia Casado<BR>De Curitiba 
Não há dinheiro novo na linha de crédito do Programa Nacional de Apoio a Agricultura Familiar (Pronaf) pelo menos por enquanto. O volume de crédito liberado anteontem para a agricultura familiar corresponde à mesma quantidade aplicada no ano passado.
Para o País, o governo permitiu a aplicação de R$ 1 bilhão no custeio das lavouras dos agricultores familiares, sendo R$ 425 milhões para o público do 'Pronafinho C', que empresta até o limite de R$ 2 mil, e R$ 554 milhões para o público do 'Pronaf tradicional D', cujo limite de empréstimo é de R$ 5 mil.
O Paraná foi autorizado a aplicar imediatamente R$ 160 milhões entre todas as linhas de custeio do Pronaf, informou o superintendente adjunto do Banco do Brasil no Paraná, Sandro José Franco. Desse total, cerca de R$ 15 milhões ainda não podem ser aplicados por falta de equalização dos juros. Com os recursos, poderão ser atendidos 105 mil pequenos produtores, que correspondem a 91% do total atendido no ano passado, informou o superintendente do BB. Segundo ele, as agências já estão autorizadas a liberar os recursos previstos no Paraná.
Equalização O Ministério da Fazenda divulgou as portarias que autorizam a equalização dos juros, que é a diferença entre as taxas que o BB paga ao Fundo de Amparo do Trabalhador (FAT) e os juros aplicados nas linhas de crédito do Pronaf. Os juros pagos pelo banco ao FAT são corrigidos pela Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), que está por volta de 12% ao ano. A linha de crédito do Pronaf para custeio terá juros de 4% ao ano e para investimentos, 3% ao ano. A diferença é bancada pelo Tesouro Nacional.
Para o secretário geral da Fetaep, Jairo Correia de Almeida, a liberação dos recursos do Pronaf foi decepcionante. A Fetaep esperava pelo menos uma ampliação de 50% nos recursos para o custeio este ano.
A preocupação é com o aumento da demanda por crédito em função da alta dos insumos. ''A desvalorização cambial provocou uma alta no preço dos insumos e os produtores precisam de mais recursos para investirem em tecnologia para garantir a produtividade de suas lavouras'', justificou Almeida.
O superintendente do Banco do Brasil no Paraná acena com uma esperança. Segundo ele, as entidades de classe que representam os pequenos produtores continuam em negociação com os ministérios da Fazenda e do Desenvolvimento Agrário, que pode resultar numa ampliação de recursos para a agricultura familiar.
O volume de recursos liberados para o 'Pronaf D' está inferior ao ano passado. Segundo Franco, foram liberados R$ 627 milhões no País, no ano passado. Neste ano, por enquanto, foram liberados R$ 557 milhões. Na linha de crédito 'Pronaf D Rural Rápido', crédito rotativo contratado pelo período de cinco anos, o BB já está aplicando R$ 52 milhões.


