Brasília – O aumento no volume de crédito concedido pelos bancos em março, ainda que pequeno, é um sinalizador para o governo de retomada do nível de atividade. Segundo o chefe do Departamento Econômico do Banco Central (Depec), Altamir Lopes, os empréstimos às pessoas físicas cresceram 1,6% em relação a fevereiro. No caso das empresas, o estoque permaneceu estável. No entanto, Lopes ressalta que está havendo uma migração de operações de prazo mais curto para outras mais longas.
‘‘Com a desaceleração da economia, as famílias, sem perspectivas de manutenção do emprego, não demandam crédito e as empresas tomam empréstimos de curtíssimo prazo apenas para manutenção das suas atividades’’, explicou o chefe do Depec. ‘‘Quando a economia começa a deslanchar, as empresas procuram operações de prazo mais longo e as pessoas retomam o crédito.’’
O volume total de operações de crédito em março apresentou uma expansão de 0,4% em relação a fevereiro, passando de R$ 334,196 bilhões para R$ 335,533 bilhões. Se forem considerados apenas as operações com recursos livres (excluem créditos direcionados, como os financiamentos habitacional e rural e as operações do BNDES), o saldo dos empréstimos em março era de R$ 197,2 bilhões. Desse total, R$ 123,4 bilhões eram operações com empresas e R$ 73,8 bilhões, com pessoas físicas.

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