O número de cheques devolvidos nos primeiros 10 dias de abril indica que o volume deve continuar expressivo neste mês, depois da explosão de março. A média diária de abril, segundo pesquisa preliminar da empresa SCI/Equifax, mantém-se em torno de 145 mil, enquanto no mesmo mês do ano passado foi de 108 mil.
A única notícia boa é que aumentou também a exclusão de cheques devolvidos em março, chegando a 34,9%. Ou seja, a cada dez cheques devolvidos, quatro saíram das listagens. No entanto, essa proporção ainda está abaixo da registrada em 2000 quando foi de s ete exclusões em dez devoluções.
No mês de março foram 3,4 milhões devoluções por falta de fundos o que representou um aumento de 36,2% em relação ao mês anterior e 40,4% no confronto com março de 2000. No acumulado do trimestre, houve um crescimento de 32,0% em comparação ao mesmo período do ano anterior. Esta foi a maior inadimplência registrada pela pesquisa desde quando começou a ser feita.
Com relação ao volume de falências, no total acumulado de janeiro a março, houve um aumento de 6,5% ante o primeiro trimestre de 2000, com 4.711 pedidos requeridos. Houve também um crescimento de 1,5% nas concordatas (66) e 7% nos títulos protestados de pessoas físicas e jurídicas (1.492.749).
Na avaliação da Equifax, era esperado um aumento da inadimplência em razão do crescimento das vendas no último trimestre de 2000, mas os valores surpreenderam. Os números mostram que a maior flexibilidade na concessão de crédito, junto com a desaceleração da economia, estão se traduzindo em problemas para as empresas.
Ainda de acordo com a empresa, as perspectivas não são muito positivas, pois os juros estão elevados e poderão até mesmo subir em razão da alta inesperada da inflação. Da mesma forma, os investimentos em estoques estão se reduzindo, confirmando a queda nas vendas internas e externas, o que pode resultar em um aumento do desemprego no curto prazo.

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