São Paulo - O volume de cheques sem fundos devolvidos no País subiu 6,8% em julho, na comparação com o mês de junho, segundo informações divulgadas quinta-feira pela Serasa. Em relação a julho do ano passado, houve queda de 7,1%. Foram devolvidos 15,6 cheques a cada lote de mil compensados no mês passado, ante 14,6 cheques em junho de 2004 e 16,8 cheques a cada mil compensados em julho de 2003. No acumulado dos primeiros sete meses de 2004, foram devolvidos 15,9 cheques a cada lote de mil compensados, mesmo número registrado entre janeiro e julho do ano passado.
De acordo com os técnicos da Serasa, o mês de julho tradicionalmente apresenta uma elevação do número de cheques devolvidos em relação a junho, mas o aumento também foi influenciado pelo alongamento nos prazos de recebimento de cheques pré-datados, aceitos como se fossem cheque à vista por ''empresas com processos de crédito menos estruturados'', ou seja, aquelas que não teriam adotado ''metodologia adequada de crédito'' para a gestão deste meio de pagamento.
A Serasa observa também que a estabilidade verificada no número de cheques devolvidos no acumulado de 2004 é resultado de um conjunto de fatores que sinalizam a retomada do nível de atividade econômica. São citados como exemplo o recuo da taxa de desemprego e a melhoria da massa salarial.
Em outra pesquisa divulgada esta semana, o segmento de telecomunicação aparece novamente como líder em inadimplência no mês de julho. Segundo a empresa Telecheque, embora o volume de cheques devolvidos no segmento tenha apresentado queda de 8% em relação ao do mês de junho (5,98%), o índice de inadimplência nas lojas de linhas e aparelhos telefônicos ficou em 5,5%.
Para medir a inadimplência, a Telecheque considera os valores das transações com cheques e não a quantidade de cheques devolvidos. Segundo a empresa, a partir de agora, a inadimplência no segmento de telecomunicação deve se estabilizar no número verificado em julho pelos próximos três meses.
''Já com o começo das compras de Natal e maior procura por celulares, principalmente, a tendência é de que o volume de cheques devolvidos nesse segmento volte a crescer'', ressalta o vice-presidente da Telecheque, José Antônio Praxedes Neto, explicando que a crescente popularização do telefone celular entre os consumidores, com destaque para os de menor renda, é um dos principais motivos que levam a altos índices de inadimplência nesse segmento.

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