Volume da exportação brasileira pode cair com guerra
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quinta-feira, 20 de março de 2003
Agência Estado 
Rio As exportações brasileiras poderão cair em volume após o fim da guerra EUA-Iraque, segundo avalia o diretor da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB) José Augusto de Castro. Ele disse que o extraordinário crescimento das vendas de alguns produtos exportados pelo País em janeiro e fevereiro está relacionado à formação de estoques no mercado externo devido às incertezas provocadas pelo conflito.
Exemplos disto, segundo o economista, são os aumentos registrados no primeiro bimestre no volume exportado de açúcar em bruto (91,6%), café em grão (24,7%), minério (29,3%) e celulose (64,4%) na comparação com igual período do ano passado. ''É muito alto para um mundo que está com a economia retraída, só pode ser estoque formado de olho na guerra'', afirma. Castro acredita que o fim da guerra, caso seja curta, encontrará as empresas importadoras de produtos brasileiros já estocadas, o que deverá reduzir o ritmo das vendas.
No entanto, ele alerta que também há outro cenário possível, de que o fim da guerra elimine as incertezas atuais e reaqueça a economia mundial. ''Há esses dois cenários, o fim da guerra pode levar a novas decisões de investimentos e de aumento de produção, contrabalançando os estoques elevados'', disse. Uma guerra longa, por outro lado, levaria na opinião dele à manutenção das incertezas e adiamento ainda maior das decisões, assim como ''queda leve'' nos preços das commodities.


