O pedreiro e pintor de paredes Ronnie Peterson perdeu seu posto numa empresa de Londrina há cerca de três anos. No início, a falta de um emprego fixo foi difícil e Peterson conta que teve que ‘‘comer muito pão com mortadela’’ por falta de dinheiro.
Mas o pedreiro usou a ‘‘desventura’’ para se fortalecer e decidiu cursar um supletivo a fim de terminar o segundo grau. Peterson, que só tinha até a 7ª série, deve completar o 3º colegial no próximo ano. ‘‘Vivendo de bico, percebi que tinha que me especializar’’, diz ele, que inclusive mudou seu modo de vestir. ‘‘Andava todo sujo e com roupas velhas. Agora, passei a me cuidar para ter uma boa apresentação’’.
Trabalhando no setor desde os 12 anos, Peterson aprendeu um pouco de tudo - de serviços de encanador a eletricista. ‘‘Quando perdi o emprego tive que me sujeitar a limpar fossa, arrumar encanamentos e até a armar guarda-roupa’’, lembra. Agora, com um telefone celular na cintura, ele até contrata outros profissionais para trabalhar nas obras que executa. ‘‘Futuramente, pretendo abrir uma empresa prestadora de serviços’’, planeja.
Ele reclama que o aumento do desemprego fez a concorrência aumentar neste ano. ‘‘Eu cobro R$ 150 pela pintura de um apartamento de dois quartos já com o material. Mas tem gente que faz por R$ 80 porque está passando fome’’, diz. Mensalmente, Peterson ganha R$ 1 mil. (C.L.)

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