Volta às aulas está mais cara este ano
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sábado, 24 de janeiro de 2004
Cláudia Barberato<br> Reportagem Local 
Fôlego e paciência. É disso que os pais mais precisam na hora de correr atrás de bons preços para o material escolar de seus filhos. O recomendado é pegar as listas e pesquisar muito antes de comprar.
O conselho do chefe do Procon de Londrina, Gerson da Silva, é para que os pais analisem não somente preços, mas também a qualidade dos produtos. É importante também, lembra Silva, que o consumidor se informe sobre as formas de pagamento oferecidas e sobre a possibilidade de desconto para pagamento à vista. Outra opção é negociar, junto à escola, a entrega do material que o aluno deverá usar apenas no primeiro semestre.
''Os pais devem verificar no contrato, caso das escolas particulares, se não existe exigência de que todo o material seja levado na primeira semana de aula. Com isso poderá comprar o restante depois, quando normalmente acontecem as promoções e os preços ficam mais em conta,'' aconselha Silva.
Ao comprar o material, ele alerta, que o consumidor deve pedir nota fiscal e avisa que há um prazo de até 90 dias de garantia. ''Um lápis, por exemplo, que o aluno aponta e só quebra, pode ser trocado.''
O Procon de Londrina não dispõe ainda, segundo Silva, de pesquisa de preços ao consumidor para material escolar. Mesmo assim, garante que o órgão está a disposição para esclarecer quem se sentir prejudicado ou tiver dúvidas em relação não só a compra do material, mas quanto exigências feitas pelas escolas.
O Procon sugere que, sempre que possível, que o material possa ser reaproveitado de um ano para o outro.''Os pais devem verificar com a escola se houve sobra do ano passado e pedir a devolução,'' recomenda Gerson da Silva.
Em Curitiba, pesquisa realizada pelo Procon, entre os dias 7 e 12 de janeiro, avaliou 74 itens, com marcas pré-definidas e outras sem indicação, em nove estabelecimentos. A pesquisa aponta aponta diferenças nos preços que podem chegar a 433,3%.
O índice bate o de São Paulo, onde foi verificado 250% de variação de preço de um mesmo produto, num total de 118 itens pesquisados em 10 lojas. No ano passado, a mesma pesquisa identificou diferenças de preços até 354,55%.
No caso de Curitiba, técnicos do Procon encontraram diferenças consideradas abusivas, caso da fita Durex 3 M, 12 x 30, que pode custa de R$ 0,45 até R$ 2,40. ''O consumidor precisa fica atento, pois os preços dos produtos que podem parecer irrisórios,'' frisa o coordenador do Procon Algaci Túlio, ''quando somados os centavos, acabam pesando no bolso. Por isso, é importante pesquisar .''
Outras diferenças significativas foram encontradas na régua plástica, 30 cm, sem marca definida, que pode ser comprada entre R$ 0,11 e R$ 0,50, ou seja, uma variação de 354,5%, e no esquadro plástico, 21 cm, também sem marca indicada, entre R$ 0,24 e R$ 1,00, o que equivale a 316,6%. Apenas um item, o Minidicionário da Língua Portuguesa Antônio Houaiss, da Editora Objetiva, não apresentou diferença de preço e custa R$ 22,90.


