A Volkswagen/Audi está discutindo alternativas de realocação dos 605 funcionários do terceiro turno da fábrica que será extinto no próximo domingo, entre elas um Plano de Demissão Voluntária (PDV). Na reunião ocorrida ontem como os diretores do Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba, a empresa deixou claro que pretende atingir a redução de custos, começando pelas demissões.
O sindicato pretende esgotar a discussão de todas as alternativas para evitar as demissões, disse o vice-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, Cláudio Gramm. A entidade está propondo que a Audi adote um novo banco de horas, o rodízio do trabalhador ou a redução da jornada de trabalho.
Segundo Gramm, entre os trabalhadores da montadora o clima está tenso. As reuniões entre o sindicato e a empresa não são conclusivas e cada vez mais o trabalhador fica apreensivo. Gramm disse que o governo estadual deveria ter negociado regras de estabilidade de emprego, quando assinou o protocolo de intenções com a montadora.
Em janeiro deste ano a Audi já demitiu 350 trabalhadores porque não conseguiu concretizar um contrato de exportação, que estava em negociação. A montadora tem 2,9 mil empregados na fábrica de São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba.

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