Volks vai contratar 900 funcionários
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terça-feira, 24 de junho de 1997
Agência Folha São Bernardo do Campo 
Arquivo FolhaNovas frentesFuncionários contratados vão trabalhar nas linhas de montagem do Gol, Parati, Santana e da nova KombiA Volkswagen anunciou ontem a contratação de 900 novos trabalhadores para as linhas de produção de suas unidades em São Bernardo do Campo e Taubaté. Segundo o diretor de Recursos Humanos da Volks, Fernando Perez, serão 550 metalúrgicos contratados para a planta do ABCD (na via Anchieta) e 350 para trabalhar em Taubaté (134 km a nordeste de São Paulo).
Com as contratações, a montadora terá crescimento imediato de 4,5% na produção. Em 12 meses, a previsão é de aumento de 36,3%. O anúncio foi feito ontem pelo diretor de Recursos Humanos da montadora, Fernando Perez, e pelo presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Luiz Marinho.
A última contratação feita pela Volks ocorreu em maio do ano passado, quando 470 novos trabalhadores foram chamados pela empresa. As contratações são resultado do aumento da produção da empresa e dos acordos com o sindicato previstos na jornada flexível de trabalho, afirmou Perez.
Os planos da Volkswagen prevêem o aumento na fabricação de veículos gradualmente até o final do ano. Na fábrica de São Bernardo, a produção deverá passar de 1.200 para 1.250 unidades por dia e, na de Taubaté, a previsão é um aumento de 1.000 para 1.050 veículos diariamente. Já a jornada flexível de trabalho, em vigor há dois anos nas montadoras da região do ABCD, garante a limitação da remuneração por horas-extras.
O trabalho em horas-extras é um dos principais fatores que inibem a contratação de novos funcionários em épocas de pico de produção. Não tivéssemos esse acordo, certamente nós faríamos o que sempre fizemos no passado: se o mercado ficasse aquecido, a produção adicional era tirada na base da hora extra, declarou Perez.
A princípio, os novos metalúrgicos serão contratados por um período de 12 meses. É importante ressaltar que essa contratação é praticamente definitiva e não tem nada a ver com o contrato temporário de trabalho, afirmou Luiz Marinho, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC (filiado à CUT).
A CUT (Central Única dos Trabalhadores) é contrária ao contrato temporário de trabalho, que está tramitando no Senado e tem apoio da Força Sindical e do governo federal. O contrato temporário não garante carteira assinada e encargos sociais. Na verdade, queremos apenas uma garantia de que poderemos eventualmente demitir se, daqui a um ano, o mercado de veículos estiver desaquecido, disse Perez.
Os novos funcionários trabalharão nas linhas de montagem do Gol, Parati, Santana e da nova Kombi, exercendo as funções de funileiros, soldadores, mecânicos, eletricistas, tapeceiros e pintores. As contratações serão feitas dentro dos próximos três meses, por meio de currículos de que a empresa já dispõe em seu banco de dados. A média salarial na empresa é de R$ 1.300.


