Curitiba - A Volkswagen suspendeu as férias coletivas de dez dias que daria para os funcionários da fábrica de São José dos Pinhais, localizada na Região Metropolitana de Curitiba, a partir do dia 18 de setembro. A decisão foi tomada depois que foram suspensas as demissões dos trabalhadores da unidade de São Bernardo do Campo (SP).
O primeiro secretário do Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba, Jamil Davila, disse que a empresa teria que comunicar as férias com 15 dias de antecedência para concedê-las, o que não aconteceu. ''As férias não foram oficializadas. Soubemos pela imprensa'', disse.
Davila disse que são necessários mais 300 funcionários para a linha de produção porque este é o número aproximado de trabalhadores que foram demitidos de janeiro a junho deste ano. Segundo ele, no final de 2005, a fábrica tinha 4.200 funcionários. Em maio eram 3.735. ''A empresa demitiu e continua com o mesmo volume de produção o que gera um excesso de tarefas por trabalhador e traz um desgaste grande'', disse.
Os funcionários da Volks começaram ainda a negociar o reajuste salarial deste ano já que a data-base da categoria é 1º de setembro. Eles querem a reposição da inflação dos últimos 12 meses que seria cerca de 3% mais um aumento real de 5%. Além disso, pedem o aumento do adicional noturno de 20% para 30%, o aumento do prazo para avisar sobre férias de 15 para 20 dias e a manutenção do convênio médico por seis meses depois que o trabalhador é dispensado. Segundo Davila, a Volks aina não discutiu a segunda parcela da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) que é paga em janeiro. A primeira foi concedida em maio no valor de R$ 1.900.
A Volkswagen informou que não tinha confirmado as férias na unidade do Paraná porque só ocorreriam caso a fábrica de São Paulo continuasse em greve. A companhia não se pronunciou sobre o pedido dos funcionários de realizar 300 contratações para São José dos Pinhais.
Alemanha - Três mil e quinhentos funcionários da Volkswagen AG na Alemanha já assinaram até agora um acordo de demissão voluntária, disse o diretor financeiro do grupo, Dieter Poetsch, durante conferência com analistas em Londres. Desde junho, a Volks vem oferecendo a seus 85 mil empregados na Alemanha pacotes de demissão voluntária entre 41 mil euros e 250 mil euros, dependendo da renda e do tempo de serviço. A oferta fica aberta até 30 de junho de 2007.

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