A Volkswagen do Brasil está prevendo uma retração do consumidor no curto prazo após a divulgação do programa de ajuste fiscal. De acordo com o vice-presidente de vendas e marketing da companhia, Miguel Barone, esta será uma reação natural em função do aumento de impostos. A Volks ainda não decidiu se irá repassar aumento de impostos para os seus produtos, mas não espera aumento de vendas no ano que vem. Para Barone, se houver uma recuperação do mercado, isso deverá ocorrer entre os meses de maio e junho, quando os consumidores terão aborvido melhor o pacote econômico e a taxa de juros deverá recuar.
A previsão de vendas da Volks para 99 é de 500 mil unidades, contra 450 mil este ano e 580 mil veículos em 97. Barone explicou que a empresa vai concentrar sua força de vendas no novo modelo do Golf em 99. Os planos da empresa são de transformá-lo no segundo modelo mais vendido, depois do Gol. O veículo será importado da Alemanha, e as primeiras mil unidades deverão estar chegando ao Brasil no mês que vem. A partir de julho de 99, o Golf estará sendo fabricado no Brasil. A produção inicial será de 25 mil unidades, com índice de nacionalização de 60%.
No mês que vem os dirigentes da Volks vão se reunir com os empregados para negociações, mas ainda não há uma posição em relação a demissões. Segundo Barone, a Volks tem uma capacidade ociosa de 30% e um estoque de 11 mil veículos na fábrica. O executivo conversou com a imprensa durante a 20ª edição do Salão do Automóvel, que está sendo realizado no Anhembi em São Paulo. O salão vai do dia 29 de outubro a 8 de novembro. O estande da Volks terá 42 produtos expostos.

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