Os 16 mil trabalhadores da Volkswagen de São Bernardo de Campo, na região do ABC paulista, entraram ontem em greve por tempo indeterminado. Os funcionários decidiram cruzar os braços para pedir a readmissão de 3.000 empregados dispensados, por carta, na semana passada.
Apesar de a direção da empresa ter esvaziado os pátios temendo depredações, o movimento foi pacífico. Os trabalhadores entraram na fábrica, por volta das 9h, e a ocuparam até as 15h. Outros turnos foram cancelados. O sindicato disse que a estratégia de ocupação relâmpago deve continuar hoje, mas não descarta a adoção de outros tipos de tática. ''A ocupação tem de ser pacífica. Ninguém vai arrancar uma flor do jardim da empresa, riscar um carro'', disse Luiz Marinho, presidente do sindicato.
A proposta da Volks para enfrentar a queda nas vendas e tornar a unidade de São Bernardo mais competitiva era de redução de salários e da jornada de trabalho em 15%. O acordo também previa a adoção de um sistema de rotatividade com a dispensa de até 6% do pessoal e a contratação de novos empregados com salários até 30% menores. Os trabalhadores rejeitaram a proposta na terça-feira passada. Na quarta, a empresa concedeu três dias de licença remunerada e começou a demitir os operários.
Sindicato e empresa voltaram a negociar no final de semana, mas não houve acordo. A empresa chegou a propor a readmissão de 1.500 funcionários.

Os 6.500 empregados da Volkswagen de Taubaté voltaram hoje da licença remunerada de três dias que foram concedidas pela empresa na semana passada. Os funcionários aceitaram a proposta da empresa.

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