Volks não revê demissões e 16 mil operários iniciam greve
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terça-feira, 13 de novembro de 2001
Agência Folha<br>De São Paulo 
Os 16 mil trabalhadores da Volkswagen de São Bernardo de Campo, na região do ABC paulista, entraram ontem em greve por tempo indeterminado. Os funcionários decidiram cruzar os braços para pedir a readmissão de 3.000 empregados dispensados, por carta, na semana passada.
Apesar de a direção da empresa ter esvaziado os pátios temendo depredações, o movimento foi pacífico. Os trabalhadores entraram na fábrica, por volta das 9h, e a ocuparam até as 15h. Outros turnos foram cancelados. O sindicato disse que a estratégia de ocupação relâmpago deve continuar hoje, mas não descarta a adoção de outros tipos de tática. ''A ocupação tem de ser pacífica. Ninguém vai arrancar uma flor do jardim da empresa, riscar um carro'', disse Luiz Marinho, presidente do sindicato.
A proposta da Volks para enfrentar a queda nas vendas e tornar a unidade de São Bernardo mais competitiva era de redução de salários e da jornada de trabalho em 15%. O acordo também previa a adoção de um sistema de rotatividade com a dispensa de até 6% do pessoal e a contratação de novos empregados com salários até 30% menores. Os trabalhadores rejeitaram a proposta na terça-feira passada. Na quarta, a empresa concedeu três dias de licença remunerada e começou a demitir os operários.
Sindicato e empresa voltaram a negociar no final de semana, mas não houve acordo. A empresa chegou a propor a readmissão de 1.500 funcionários.
Os 6.500 empregados da Volkswagen de Taubaté voltaram hoje da licença remunerada de três dias que foram concedidas pela empresa na semana passada. Os funcionários aceitaram a proposta da empresa.


