A Volkswagen, maior montadora do País, vai dar férias coletivas de dez dias aos funcionários da fábrica do Paraná - onde são produzidos os modelos Golf e Audi A3 - a partir do dia 25. O Estado não está incluído no programa de racionamento de energia, mas a paralisação ajudará na meta geral de economia que deve ser alcançada pela empresa. Nas fábricas de São Bernardo do Campo e Taubaté foram cancelados três sábados de produção previstos para as próximas semanas.
O racionamento poderá atrapalhar os planos da empresa de repetir o recorde alcançado em 2000 com exportações, que atingiram 115 mil veículos. Em valores, totalizaram US$ 1 bilhão. O crescimento de 12% previsto para as vendas internas, que somaram 345 mil unidades no ano passado, também pode ficar comprometido.
A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), no entanto, ainda aposta que o setor poderá produzir 1,9 milhão de veículos neste ano, conforme previsão feita em janeiro.
A direção da Volks avalia que a suspensão da produção, somada a outras iniciativas, resultará em uma economia de 8% a 12% de energia, abaixo, portanto, da meta estabelecida pelo governo, de 15%. Para atingir esse índice, a empresa deverá adquirir geradores ou substituir, em alguns setores, a energia elétrica por alternativas como o gás natural.
Em comunicado distribuído ontem, a montadora afirma que, para permitir às empresas fazerem frente a essa situação de emergência, o goveno deveria, com urgência, considerar a redução de impostos (como o IPI), até agora concedido parcialmente a alguns equipamentos, reduzir o imposto de importação, o ICMS e facilitar a liberação de financiamentos pelo BNDES.
A maioria das montadoras suspendeu os trabalhos extras que vinham sendo realizados aos sábados e também não vai na sexta-feira.

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