Volks dá 30 dias de férias coletivas
As montadoras paranaenses Volkswagen/Audi e Volvo também aderem às férias coletivas neste final de ano e suspendem a produção. A Renault já havia anunciado, anteontem, férias coletivas e paralisação da produção de veículos por 55 dias. A unidade da Volkswagem, de São José dos Pinhais, concede um período de 30 dias de férias, entre os dias 18 de dezembro de 2001 e 17 de janeiro de 2002.
As montadoras estão recorrendo às paralisações da linha de montagem para ajustar o estoque de veículos à queda de demanda no mercado. No total, mais de 7 mil trabalhadores das três montadoras cruzam os braços neste final de ano. A Renault deixa de produzir 18 mil veículos e a Volkswagem deixa de produzir 8 mil, considerando a produção diária de 370 veículos no prazo de 22 dias úteis no mês. A Volvo pára a produção a partir da véspera do Natal até a primeira quinzena de 2002.
O ajuste de produção e de estoque não é o caso da Volvo, que já fez sua reestruturação este ano e produz de forma ajustada ao mercado, informou a assessoria de imprensa. Mas a empresa adere ao mecanismo das férias coletivas para manutenção da fábrica. Na Volvo, deverão parar os 2,8 mil funcionários de todos os setores. Com isso, a montadora deixa de fabricar 21 caminhões e 4 ônibus por dia, que corresponde à produção diária.
O anúncio das férias coletivas nas montadoras não assusta a diretoria do Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba, porque elas já estavam programadas. Segundo o diretor Claudio Gramm, a situação será preocupante caso as montadoras não retomem a produção no início do ano quando findar o período de paralisação. Gramm disse que as montadoras preferiram paralisar a produção para baixar o estoque de carros e não acenam com demissões. ''Se elas estão otimistas, não há porque os funcionários manterem o pessimismo'' afirmou. (Vânia Casado/De Curitiba)





