Um dos assuntos mais debatidos atualmente entre os estudiosos do comportamento humano é a importância dos limites. A não observância desse parâmetro tem gerado uma série de problemas na família, na escola, nos locais de trabalho, ou seja, na vida em sociedade de um modo geral.
Hoje em dia, os pais têm pouco tempo para cuidar de seus filhos. E uma forma de compensar a ausência é atender a quase tudo que as crianças pedem. Algumas mães já enfrentaram este tipo de situação, mas deram a volta por cima. E outras ainda não sabem como dizer não aos filhos na hora das compras nos supermercados.
A cabeleireira Simone Gonçalves, mãe de três filhos, se considera uma mulher de sorte. Ela diz que já enfrentou a birra das crianças, mas diz que isto é coisa do passado. Tanto é que Simone estava tranquilamente com os filhos Mateus, de 8 anos, e Tiago, de 5, em um supermercado. A presença deles foi condicionada ao bom comportamento. ''Como eles gostam de vir ao supermercado, eu disse que se eles fizessem birras, não viriam mais e eles aceitaram''.
A professora Maria Inês Benini foi ao supermercado com a neta Heloísa, de 4 anos. Ela acha que ''é natural das crianças pedir as coisas, mas a gente tem que tomar certas atitudes, porque se ceder na primeira vez, fica difícil controlar a situação depois''. ''Ela já fez birras tentando me conquistar, mas agora está se comportando bem'', comenta Maria Inês, que procura atender aos pedidos da neta ''na medida do possível''.
A vendedora Danielle de Moura Feitosa sempre leva a filha Sofia, de 3 anos, às compras, e reconhece. ''Com certeza ela dá muito trabalho''. A mãe conta que a menina já entra correndo no supermercado e começa a pegar o que quer. ''A gente fala que não é assim, mas não tem jeito e, por isso, meu gasto sempre é maior que o esperado''. Danielle acredita que atende aos caprichos de Sofia por ser filha única. ''Não tenho como não atender ao que ela pede''.
Com a advogada Andrea Fernandes Araujo a situação é diferente. Ela começou a trazer a filha Natália ao supermercado ainda bebê e hoje a menina está com 8 anos. '' afirma. Andrea diz ainda que a filha até reclama por vir ao supermercado quase todo dia. E para mudar um pouco a rotina, Natália trouxe a amiga Letícia para lhe fazer companhia.
A psicóloga Jacqueline Cunha admite, antes de tudo, que ''educar um filho dá muito trabalho''. Mas observa também que ''os pais não estão dando os limites necessários para seus filhos; para eles é mais fácil dar alguma coisa do que educar''. Segundo ela, a situação é mais complexa quando os pais são separados, porque eles procuram compensar a ausência fazendo a vontade dos filhos.
Quanto à birra, Jacqueline afirma que os pais precisam agir com autoridade. ''Se a criança faz birra, a resposta deve ser não e pronto, porque só assim acontece o que a gente chama de extinção de comportamento; caso contrário, a tendência é a criança fazer cada vez mais birra''.
Por outro lado, a psicóloga acredita que ''as crianças também estão precisando mais de pai e mãe, mais de afeto''. Para ela, é importante que os pais tenham consciência da necessidade da boa educação e de noções de valores. ''A sociedade hoje em dia se preocupa mais em comprar, mais em ter do que em ser, quando o ser é o que importa'', afirma.

Comparação
Os preços de alguns produtos são bem diferentes entre a segunda e a terça feira. Veja apenas dois exemplos: a batata monalisa estava a R$ 1,08 e a banana nanica a R$ 1,29 o quilo na segunda feira.

Fazendo a festa
Os vendedores ambulantes ignoraram a proibição oficial e ocuparam as esquinas da cidade e o Calçadão para vender camisetas, bandeiras e outros objetos do gênero antes do jogo do Brasil. A presença era tão ostensiva que eles faziam barulho à vontade com cornetas e apitos.

Morango
Enquanto na feira a caixa de morango com 350 gramas estava custando R$ 3,00, em média, os ambulantes que ficam nas esquinas vendem quatro caixas por R$ 5,00.

Horário
Como o jogo do Brasil começou exatamente ao meio dia, ainda havia gente em dúvida se o comércio seria ou não aberto no período da tarde de ontem.

No tapa
Diálogo entre um cliente e um repositor de mercadorias em um supermercado de Londrina que aboliu as sacolas:
- Onde tem uma caixa para colocar as mercadorias?
- Não sei. As caixas aqui estão sendo disputadas no tapa.

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