Você renova seu guarda-roupa no inverno?
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terça-feira, 09 de maio de 2006
Eli Araujo<br> Reportagem local 
Quem está sempre ligado na previsão do tempo sabe que a intensidade do frio no Norte do Paraná depende essencialmente da boa vontade do clima na Patagônia, a famosa região no Sul do continente. A frente fria que se desloca de lá para a nossa região tanto pode demorar vários dias e ser de baixa intensidade, como pode demorar poucos dias e ser bem forte.
Outra informação curiosa sobre o assunto é que Londrina se localiza em uma espécie de divisa do ponto de vista climático. Bem perto da cidade passa a linha imaginária do Trópico de Capricórnio. Por isso, o ar que vem do Norte favorece o calor e o que vem do Sul é favorável ao frio.
Esta incerteza quanto ao clima faz parte da vida do consumidor, que não sabe exatamente o que comprar quando o inverno se aproxima. Será que eu compro uma blusa ou uma jaqueta, as duas ou nenhuma?, é a dúvida.
Os lojistas também ficam na expectativa. Eles podem, por exemplo, comprar um bom estoque de mercadorias e o inverno chegar bem fraco, como podem comprar um estoque pequeno e o inverno ser rigoroso. Vai saber! Enfim, eles precisam estar preparados para mudar as vitrines de acordo com as nuances do tempo e ter capital suficiente para correr o risco.
O consumidor, que não tem dinheiro sobrando, só põe a mão no bolso quando sente o frio nas extremidades. E compra somente o necessário. Caiu a temperatura, ele sai em busca de proteção. Agora, se a loja estiver com ofertas, o movimento aumenta demais mesmo. E se a temperatura sobe, os compradores de roupas de inverno desaparecem. Assim como num jogo de futebol, há momentos para atacar e momentos para se defender.
A advogada Márcia Cavalcanti foi à uma loja com a filha de sete anos. Ela cresce e perdeu tudo do ano passado; e além disso, gosta de roupa arrumadinha, parecida com adulto, diz a mãe, que estava comprando roupas também para o filho que ficou em casa. Márcia é atenta ao gosto de cada um: Para o menino, é mais jeans, camiseta, e a menina é mais exigente; ele quer marca, ela quer modelo.
A técnica em laboratório Lioni Barbosa Pascolati se diz muito friorenta e admite ser uma compradora de última hora: Eu sempre compro roupas quando chega o inverno, que este ano começou pra valer. Ela não vê a hora de chegar o verão: No calor a gente pensa em roupas mais fresquinhas, afirma.
O radialista Amarildo Ferreira Mazieri fazia uma pesquisa em algumas lojas com a intenção de comprar roupas de inverno para ele, a esposa e o filho, mas observou que os preços estavam altos: Não sei o que leva a estes preços; pela média de salário do brasileiro é quase inacessível. E aponta uma alternativa: O preço deveria ser mais baixo ou o salário ser mais alto.


