Curitiba- Mesmo já tendo passado o período em que as pessoas costumam consumir mais, ainda é tempo de responder algumas questões para descobrir se você é ou não um consumidor compulsivo. Quando entrar em uma loja e ficar com vontade de comprar algum produto, faça três perguntas básicas: ''Eu posso comprar?, eu preciso? esta compra é urgente?''. Se você respondeu ''não'' ou ''duvido'' para qualquer uma das três questões, o melhor a fazer é não comprar o tal produto e reservar o recurso disponível se houver dinheiro para outro momento em que for necessário.
É essa a dica dada pelo presidente do Conselho Regional de Psicologia, Dionísio Banasewski, especialista em casos de compulsividade, para que as pessoas tenham equilíbrio em seus gastos. Segundo ele, a base da patologia compulsiva é a mesma, seja para quem tem cumpulsividade pela bebida, por drogas, jogo, por comida ou pela compra. ''São pessoas que têm um desequilíbrio emocional. Elas vivem fora da realidade presente, vivem situações passadas ou imaginações futuras. Ou seja, ela não visa a relação presente e não mede as consequências de seu ato'', explica.
Diagnosticar o consumo compulsivo é fácil. ''A pessoa compra pelo simples fato de comprar. Ela já tem uma dúzia de sapatos ou bolsas, mas continua comprando'', diz, ressaltando que além da compra desnecessária, outra característica do compulsivo é não se preocupar em saber se terá ou não condições de pagar pela aquisição. Assim, é bastante comum que o consumidor compulsivo se envolva em dívidas intermináveis, extrapolando os limites de cheques e cartões de crédito e, posteriormente, recorrendo a empréstimos para renegociar suas dívidas.
O tratamento é semelhante ao das demais patologias de compulsão. ''O terapeuta vai ter que fazer com que essa pessoa entre de forma consistente em contato com a sua realidade'', diz. Na prática isso significa que, como em outras compulsividades, é preciso ''cortar a droga que, nesse caso, é a obsessão pelo gasto''. Nesse caso, é preciso retirar talões de cheque, cartões e disponibilizar apenas o valor em dinheiro necessário para necessidades básicas, como transporte, alimentação. Há casos, segundo ele, em que a pessoa precisa de algum parâmetro de controle externo, como terapia, tratamento ou grupos de ajuda.

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