Você controla o consumo de sal?
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terça-feira, 29 de agosto de 2006
Eli Araujo<br>Reportagem local 
É impressionante como o conceito de um produto muda ao longo da história. E um exemplo clássico é o sal, que já teve seu período de glória, sendo sinônimo de riqueza e poder. Hoje, o sal é um vilão para a saúde, e recusado até mesmo na troca por ingressos em shows beneficentes. Uma família no padrão brasileiro gasta, no máximo, R$ 1,00 por mês com sal. Porém, independente da circunstância, é quase impossível viver sem ele.
Na casa da vendedora Adriana Araujo de Souza, o consumo de sal ''é bem pouco'', como ela mesma define. ''A gente consome pouco sal por questão de saúde, para evitar a pressão alta, problemas renais e outras coisas maléficas que o sal pode causar'', afirma. Adriana argumenta que a preocupação se deve ao histórico familiar porque seus pais são hipertensos e, segundo ela, graças ao pouco consumo de sal, a família tem conseguido bons resultados em termos de saúde. ''Faz bem consumir pouco sal, é bem melhor'', diz.
Também por questões de saúde, a balconista Kris Volpato precisa consumir pouco sal, o que nem sempre acontece porque o marido dela gosta de refeições bem temperadas. ''Eu pessoalmente uso pouco, o meu consumo corresponde a cerca de 30% do que ele usa'', afirma. Segundo a balconista, o sal causa ácido úrico e aumenta a pressão dela e do marido, ''mas o homem dificilmente se preocupa com essas coisas''. Mesmo com a divergência sobre a quantidade, Kris afirma que nenhum alimento é preparado à parte e no fim, há uma espécie de entendimento familiar. ''Para ele, representa um pouco menos de sal e para mim é o consumo médio; ninguém reclama e nem pode'', explica.
A vendedora Elizabeth Ferreira, por sua vez, está no grupo de pessoas que gosta de consumir bastante sal. ''Eu gosto porque a comida fica mais saborosa, deixa o alimento bem melhor, e para mim, comida sem sal é comida de doente'', diz. Elizabeth é casada e tem duas filhas. E, por pressão familiar, especialmente do marido, se sente obrigada a diminuir o consumo. ''Eu não sinto nenhum problema, mas meu marido reclama um pouco porque ele tem pressão alta; se dependesse só de mim, a comida seria bem temperada, salgada mesmo'', justifica.


