Você conhece as delícias da Feira da Lua?
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sexta-feira, 26 de maio de 2006
Eli AraujoReportagem local 
Nem o sereno e o frio desta época do ano, na casa dos 15 graus, espantam a boa clientela da Feira da Lua, que é realizada quatro dias da semana em diferentes pontos de Londrina. A iniciativa que já dura quase 10 anos mostra que veio para ficar e agrada em cheio de crianças a idosos. Prova disso está nas barracas de comidas sempre lotadas - algumas delas como a de pastéis é frequentada por jovens na sua maioria que passam na feira depois que saem dos colégios ou da universidade.
O jovem casal Flávio Henrique e Carolina Olivares trouxe o filho João Pedro, de nove meses, para passear. Eles acham ''interessante tudo o que tem na feira da lua'' e sugerem que ''deveria ter mais feiras do gênero em Londrina''. Após a entrevista, o casal foi à barraca da pamonha saborear uma sopa de milho.
A barraca de derivados de milho é uma das mais movimentadas. O principal chamariz é o cheiro característico. O feirante Ramatis Hilário está na Feira da Lua há cinco anos. Segundo ele, ''a clientela é boa, graças a Deus''. Entre os produtos mais vendidos estão a pamonha, o cural, o bolo e a sopa de milho com frango.
E depois da sopa de milho, o casal Flávio e Carolina ainda pode visitar as barracas de comida típica japonesa. Uma delas é do feirante Mário Ito, onde todos trabalham uniformizados. Ele está na feira da lua há quatro anos e considera o movimento de clientes ''muito bom''. Entre seus colaboradores, dois são sanseis e um é japonês de origem. Aliás, a ''colônia'', representada pela ala jovem, marca presença em peso. Além dos pastéis, outro prato muito apreciado é o yakissoba.
E já que a culinária é o forte da feira da lua, ainda há outras alternativas como pizza, cochinhas, espetinhos de carne e comida nordestina. Ou seja, dá para contemplar quase todos os gostos. Na sobremesa, o visitante tem a opção de bombons ou churros. E quem não está a fim de comer ou beber, pode conhecer as barracas de artesanatos no local.
Por falar em arte, um detalhe que chama muito a atenção, em especial das crianças, é a estátua humana. O rapaz que representa a estátua usa uma roupa prateada e o rosto pintado no mesmo tom. Ele fica sobre um banquinho e ao lado há um pote onde as pessoas podem colocar moedas. A ''estátua'' fica paralisada até ouvir o som das moedas e a partir dai começa a se movimentar. ''Ela''pega na mão de quem colocou a moeda, dá um beijo, entrega uma mensagem e volta novamente à condição de ''estátua''.
Quem faz este trabalho é o artista plástico Valter dos Santos, de 33 anos, que veio de Ubatuda, litoral de São Paulo, para ganhar a vida em Londrina, onde pretende morar. O assédio das crianças deixa o artista feliz: ''Viso o sorriso de uma criança'', afirma. E, pelo jeito, tem alcançado este objetivo.
O garotinho Frederico, de 4 anos, ficou contente ao receber uma mensagem.
Mas há outros detalhes pouco observados: um homem e uma mulher recolhem latinhas que sobram nas mesas; três vigilantes a paisana circulam pela feira o tempo todo; um grande cachorro da grife SRD vagueia de mesa em mesa sem receber a menor atenção e etc... E por falar em detalhe, você olha para o céu quando está na feira da lua?


