Vocação nacional gerou diversos pólos produtores
São Paulo - A vocação brasileira na área de confecções gerou o aparecimento de diversos pólos produtores. De todos os elos da cadeia têxtil, que vão desde os produtores de fibras, fiação, tecelagens/malharias, beneficiadores (tinturaria/estamparia) e confecções - estas são as mais pulverizadas. A Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit) destaca pelo menos 12 grandes conglomerados confeccionistas, mas ressalta que há empresas espalhadas por todos os Estados e territórios.
São Paulo é o principal fabricante brasileiro de vestuário, com cerca de 15 mil empresas, distribuídas por várias regiões e atuando em todos os segmentos. Na capital, os centros de produção do Bom Retiro e do Brás dispensam apresentações. Há ainda concentrações na região de Sorocaba, Americana e São José do Rio Preto.
O Estado de Minas Gerais hospeda o segundo maior pólo brasileiro em faturamento. São cerca de 5 mil empresas espalhadas por duas regiões. No sul do Estado, está localizado o conhecido circuito da malha, que se destaca pela produção do tricô, principalmente blusas de frio. Nos arredores de Juiz de Fora, predomina a moda íntima.
Os quatro Estados da Região Sudeste, incluindo o Espírito Santo que tem perto de 1.500 pequenas indústrias fabricantes de 'modinha' (do dia-a-dia), roupa esportiva e masculina, representam mais da metade do que se produz no País. No segmento de moda íntima, o pólo de Nova Friburgo, no Rio de Janeiro, é considerado o maior do País, responsável pelo abastecimento de 25% do mercado brasileiro, que consome em média 600 milhões de peças por ano. O pólo fatura em média US$ 200 milhões por ano e começa a receber investimentos para fortalecer sua participação no mercado mundial. Um projeto recente desenvolvido em parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e Agência de Promoção às Exportações (Apex) prevê um aporte de R$ 7,6 milhões para capacitar as confecções do setor. A meta é exportar US$ 36 milhões até 2004.
Outros conglomerados não podem ser ignorados. Entre eles está o Ceará, com 2.600 empresas distribuídas por quatro cidades que se especializaram na produção de artigos de moda íntima e praia.
Em Goiás, onde o governo empenha-se em transformar o Estado no principal pólo brasileiro - hoje ocupa o quarto lugar - as confecções locais vem se expandindo. Entre 2000 e 2002, o faturamento cresceu 40%, totalizando R$ 200 milhões. Goiás tem 4,6 mil confecções formais e outras 4 mil informais. O carro-chefe do Estado é o jeans, mas a produção de roupas femininas, finas e de malha, tem forte representação, assim como roupas infantis. A chamada ''moda-piscina''
é um dos principais da balança comercial do Estado, junto com o jeans. No ano passado, as exportações atingiram US$ 1 milhão e tiveram como principais destinos os EUA, Caribe e a Europa, principalmente Itália, Alemanha e França.





