Moradores vizinhos de supermercados na área central de Londrina estão satisfeitos com os vizinhos. A bronca se concentra na quadra que faz fundos a um destes estabelecimentos, por onde entram os caminhões para descarga. Segundo Paulo Roberto Faria, 52 anos, síndico de um prédio no local, já foram entregues à loja abaixo-assinados contra o barulho dos veículos.
''Os moradores dos apartamentos de frente para rua é que reclamam'', conta. Os caminhões, de acordo com ele, chegam por volta das 5 horas e o ruído dos motores e a conversa dos trabalhadores incomodam. Para o síndico, o prefeito está certo em defender o sossego da população, mas deveria olhar também para outros empreendimentos. ''O lava a jato que tinha aqui atrás fazia muito mais barulho que o supermercado. O compressor ficava ligado o dia inteiro.'' Mas, para a alegria dos moradores, o empreendimento se mudou para outra rua.
Já o aposentado Artur Goulart, 93 anos, que mora em um apartamento que fica em frente para o estacionamento do mesmo supermercado não entende o porquê das reclamações. ''É muito bom para mim. Não preciso nem atravessar a rua para fazer compra'', justifica. No mesmo prédio, a faxineira Sonia Aparecida de Sá, 44 anos, diz que o único barulho que a incomoda é do latido dos seus próprios cachorros. ''Para nós, o supermercado só traz comodidade'', salienta.
A dona de casa Joana Takao, 60 anos, também elogia o vizinho. ''Eu atravesso a rua e estou no mercado'', conta. Sobre o tráfego de carros, ela afirma preferir ''movimento que deserto''. Também na mesma rua, a costureira Odilamar Alves, 58 anos, diz que a loja ''só traz benefício''. ''Além da comodidade, o supermercado trouxe mais segurança para nossas casas'', acredita.
A reportagem telefonou para o gerente da loja e ele ficou de dar um retorno sobre as reclamações, mas não o fez até o fechamento desta edição. (N.B.)

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