Vizinhos não acreditam em aftosa, mas isolam rebanho
Os prejuízos ocasionados pela confirmação do foco de febre aftosa na Fazenda Cachoeira não irão ficar restritos ao proprietário. O prefeito Jorge Takasumi (PL) teme uma queda na arrecadação do ICMS caso os animais sejam sacrificados. ''Haverá uma queda na receita porque deixaremos de recolher sobre a produção primária'', disse. Ele não soube mensurar o tamanho do prejuízo.
A economia local também teria sido afetada quando o foco foi confirmado. ''O comércio sentiu bastante porque o pessoal parou de comer carne'', comentou Takasumi. A sua outra preocupação é com a saúde pública. Segundo ele, toda a água consumida no município é captada de uma nascente, próxima à represa Três Barras, que fica distante apenas entre 6 mil e 7 mil metros da divisa da fazenda.
''As carcaças que ficarão em decomposição poderão contaminar essa água. É muita coisa'', avaliou o prefeito. No entanto, ele diz que ainda espera que o governo federal reveja sua posição e revogue a confirmação de aftosa no município. Takasumi não acredita na existência da doença porque o isolamento do vírus ainda não foi feito, como comprovam os laudos apresentados até agora de exames Probang, que teria condições de isolar o vírus. Segundo ele, as barreiras sanitárias foram até suspensas em função desses resultados negativos.
Nas ruas de Amoreira, a população parece estar tranquila e confiante que o município está livre da doença. ''Não acredito que tenha aftosa aqui, o gado está sadio. Inclusive esse assunto morreu, ninguém fala mais nada disso'', afirmou o aposentado José Soares. Já o lavrador Pedro Pereira da Silva, disse que no início até parou de comer carne de boi, mas já voltou ao hábito antigo. ''Os exames não estão dando nada mesmo.''
O açougueiro Marcos Antônio de Souza comentou que o consumo de carne bovina caiu nos primeiros dias após o anúncio da doença. ''Mas aí passamos a vender mais as outras carnes, de porco e frango, mas logo o pessoal voltou a comprar carne'', informou. (F.M.)





