Vivo promete mais 500 empregos em Londrina
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quinta-feira, 11 de dezembro de 2003
Alan Maschio<br> Reportagem Local 
A operadora de telefonia celular Vivo acena com a possibilidade de ampliar seus serviços de atendimento ao cliente sediado em Londrina, gerando cerca de 500 empregos diretos na cidade. O anúncio foi feito ontem pelo diretor regional para os estados do Paraná e Santa Catarina, André Caio, durante coletiva concedida em São Paulo pelo presidente da empresa, Francisco Padinha, para anúncio do alcance de 20 milhões de clientes em todo o País.
Segundo João Ney Marçal Junior, gerente de comunicação da Vivo, a escolha pela ampliação da central de atendimento em Londrina foi feita com base na qualificação da mão-de-obra da cidade. ''Com os investimentos, vamos otimizar os serviços de atendimento em todo o Brasil'', conta. A central de call center em Londrina recebe mensalmente cerca de 1,8 milhão de ligações. Os valores relativos a investimentos não foram divulgados. Uma reunião com a Prefeitura de Londrina deve ser marcada na semana que vem para acerto de detalhes para os investimentos, de acordo com André Caio.
No início da coletiva, a cliente de número 20 milhões, Tainah Emanuelle Santana, 13 anos, de Brasília, foi agraciada pela Vivo com uma bolsa de estudos garantida até a realização de um possível doutorado. A garota foi associada a um símbolo de foco dirigido à juventude, que Padinha afirmou que a empresa deve assumir de forma mais agressiva em 2004.
Com o alcance de 20 milhões de clientes, a Vivo passa a ter 56% de participação nos mercados onde atua. Desse universo de usuários da operadora, 80% fazem uso de celulares pré-pagos. Desde o início de suas operações, a Vivo arrebanhou cerca de 3 milhões de clientes, ou quase 40% da projeção da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), para crescimento do uso de celulares no País.
Caio acredita que os estados do Paraná e Santa Catarina tenham potencial maior que a média do País para penetração de aparelhos celulares entre a população. ''O percentual de penetração nesses estados (cerca de 21%) é um pouco menor do que no restante do Brasil, de 30% em média. Isso implica em muito potencial para avanço'', explica. Entre setembro de 2002 e o mesmo mês deste ano, as vendas nos dois estados cresceram 30%. André ressalta ainda que a Anatel tem metas de penetração de celulares de até 50% para o País. ''Talvez isso seja dificultado somente pela baixa renda da população'', diz.
Sobre o fato de a operadora ser recordista de reclamações junto ao Procon de Londrina, André Caio explica que planejamentos foram efetuados para o solução dos problemas e o números de queixas contra a empresa já diminuíram. ''Grande parte das reclamações surgiram no período de troca de sistemas de operação. Mas estamos investindo continuamente na melhoria dos serviços agregados e de transmissão'', afirma.
De acordo com Padinha, a empresa deve seguir, pelo menos até 2006, mantendo investimentos da ordem de R$ 1 bilhão ao ano. A troca de tecnologias de transmissão pode começar em Londrina dentro de 60 dias, segundo o presidente. Atualmente, a Vivo utiliza o sistema CDMA. O próximo passo seria a adoção do XRTT, que permite a transmissão de dados em velocidade superior a 144 kbps. ''Nossa intenção, contudo, não é promover uma concorrência do tipo 'sopa de letrinhas', mas sim beneficiar o consumidor'', declara.


