A operadora de telefonia celular Vivo informou por meio de sua assessoria de imprensa que clientes que encaminharam reclamações ao Procon devido à dificuldades de uso do sistema terão seus casos avaliados individualmente para que possa ser considerada a possibilidade de abonos ou recuperação de promoções. Isso significa que, apesar de gravações da central de atendimento da operadora alertar para o fato de que as promoções de Natal teriam sido prorrogadas até ontem e os atendentes garantirem que não existem informações oficiais sobre tal fato, quem se sentiu prejudicado pelas dificuldades de sistema da operadora ainda podem receber os benefícios.
Durante o período de festas, a Vivo trabalhou com uma promoção que oferecia créditos e mensagens gratuitas. A promoção, contudo, era válida até o dia 31 de dezembro, e vários compradores não puderam se utilizar dos benefícios pois dezembro foi marcado pela inoperabilidade do sistema da operadora. A situação ficou ainda pior quando um telejornal de Londrina veiculou matéria afirmando que a Vivo teria prorrogado o prazo para que os clientes aproveitassem a promoção.
Segundo a assessoria de imprensa da Vivo, a prorrogação do prazo, na verdade, foi uma sugestão feita pela coordenadoria do Procon, como uma espécie de ressarcimento para os usuários. Consultada pela reportagem da Folha, a empresa reforçou a posição de avaliar cada caso individualmente, para que eventuais injustiças fossem evitadas. A Folha também ligou para a central de atendimento da operadora. Durante a espera, uma gravação afirmava que o prazo já prorrogado para as promoções de Natal se encerrariam ontem. Já o atendente garantiu não ter nenhuma informação oficial sobre promoções prorrogadas.
Em nota oficial divulgada ontem, a Vivo afirmou ter feito os investimentos necessários para que os sistemas da operadora voltassem a funcionar normalmente, após o conturbado mês de dezembro. Usuários da empresa, como a advogada Gislene Almeida Barroso, que inclusive encaminhou reclamação à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e ao Procon, dizem que os serviços realmente melhoraram, apesar de ainda estarem longe do ideal. ''Ainda tenho um pouco de dificuldades em completar chamadas'', conta Gislene.

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