Vivo anuncia operação no Triângulo Mineiro
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quarta-feira, 06 de outubro de 2004
Luciana Pombo<br>Equipe da Folha 
Curitiba A operadora de telefonia celular Vivo começará a atuar no primeiro trimestre de 2005 com tecnologia digital no Triângulo Mineiro, que compreende cerca de 40 municípios. Até agora, quem precisava utilizar o celular da Vivo nos municípios de Minas Gerais tinha que usar tecnologia analógica, mais ultrapassada e que permite apenas comunicação de voz com uso excessivo de bateria de celular e pouca qualidade. Com o acordo firmado com a operadora CTBC, do Grupo Algar, a Vivo poderá investir na rede da operadora mineira com tecnologia digital CDMA. O acordo foi anunciado ontem.
Os valores dos investimentos não foram divulgados. Entretanto, o presidente nacional da Vivo, Francisco Padinha, disse que os números não são expressivos. A inovação, segundo ele, seria na qualidade da área de cobertura da Vivo e no conforto dos clientes que teriam à disposição os benefícios adicionais da tecnologia como identificador de chamadas, conferências, recebimento e envio de mensagens de textos, fotos, torpedos e acesso à Internet.
A Vivo não irá buscar clientes no Triângulo Mineiro. O acordo prevê apenas o investimento para que ela possa oferecer o conforto aos clientes que transitam por Minas Gerais. ''Vamos dar continuidade do serviço digital dos nossos clientes também nessas zonas. Não seremos concorrentes, seremos parceiros'', pontuou Padinha. O gerente de marketing da CTBC, Eduardo Parra, informou que atualmente 70% do tráfego via celular na área de atuação da empresa são de clientes Vivo. Além de oferecer qualidade, a operadora mineira ganha em aumento de volume de receita em até 30%. ''Com mais qualidade, teremos maior utilização dos nossos serviços'', apostou Parra.
A CTBC poderá ser ainda a primeira empresa brasileira a operar com as duas tecnologias: GSM (atualmente utilizada pela Tim e pela Claro) e CDMA. ''Pensamos em começar a vender aparelhos nas duas tecnologias, ampliando nossa área de operação. Teremos aumento de receita sem termos investimentos significativos'', pontuou. O início das conversações com a CTBC ocorreu há dois meses. Mesmo prazo do início das conversas com outras duas operadoras: Telemig (Minas Gerais) e TIM (Nordeste). As outras duas operadoras ainda não responderam se aceitam os investimentos da Vivo.
O presidente da Vivo fez ainda críticas ao modelo normativo do governo federal, que permitiu apenas a expansão das operadoras que usam tecnologia GSM e TDMA. Atualmente, essas operadoras conseguem licença para atuar em vários estados brasileiros. ''É completamente inaceitável a diferenciação das tecnologias. A CDMA é usada como referência na Europa. O Brasil não pode dar preferência a uma tecnologia em detrimento da outra'', apontou. A Vivo tem atualmente 23,5 milhões de clientes em todo o Brasil.


