Vivendi venderá participação na Sanepar
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terça-feira, 12 de novembro de 2002
Vânia Casado<br>Equipe da Folha 
Curitiba A Vivendi Universal, grupo franco-americano que atua na área de entretenimento, comunicou aos seus acionistas que vai vender sua participação na Vivendi Environment, responsável pela atuação do grupo na área de saneamento em países como França, Portugal e América do Sul. A Vivendi Universal detém 40% da Vivendi Environment e essa participação será desfeita integralmente até 2004.
Um braço da Vivendi Environment atua no Paraná, através do Consórcio Dominó, que reúne 39,7% das ações da Sanepar. A estatal tem como acionistas o governo do Estado e as empresas que integram o consórcio Dominó, que são a construtora Andrade Gutierrez, Copel, Vivendi e Banco Opportunity. No total, o grupo Vivendi detém 12% do capital da Sanepar.
O Consórcio Dominó ocupa três diretorias na Sanepar, consideradas mais atuantes. O grupo Vivendi indicou o diretor de Operações. O Opportunity indicou o diretor de Finanças. E a Andrade Gutierrez indicou a Superintendência. Ao governo do Estado cabe o controle através da indicação de quatro diretorias, a Administração, Novos Negócios, Relações com Investidores e Presidência.
O anúncio de vendas das ações da Vivendi Environment não deve prejudicar a participação da empresa na Sanepar. Pelo menos até a mesma decidir se vende suas ações de uma só vez ou em partes. Se vender as ações de uma só vez, o controle do grupo na Sanepar pode mudar de mãos. Ou seja, os 12% de participação da Vivendi devem ser transferidos para outro grupo que atua em saneamento.
Outra possibilidade que pode acontecer são os outros acionistas da Sanepar como o governo do Estado ou as demais empresas se anteciparem para comprar as ações do grupo. Mas isso envolveria uma operação muito local e pode não interessar à Vivendi, que tem participação em vários países.
A Vivendi Universal está redirecionando suas atividades para o meio onde vislumbra um retorno financeiro mais rápido. A área de saneamento é um setor cujos investimentos proporcionam um retorno mais demorado e atualmente não está interessando ao grupo que precisa se reestruturar financeiramente. Para se ter uma idéia, o investimento na instalação de uma rede de tubulação de água dá um retorno no mínimo em 36 meses, período que os acionistas acham muito longo.


