Rio de Janeiro - A política industrial com foco em setores prioritários pode, segundo Barros de Castro, acelerar o crescimento, tirando o País do ''ritmo pachorrento'' ou do chamado ''crescimento hindu'', em torno de 3%, que não leva a lugar nenhum. ''Temos duas etapas para o crescimento brasileiro. A primeira é tirar da estrutura produtiva todo o seu potencial para pesquisas e desenvolvimento, que a fase atual, de transição. Depois, precisamos reconstruir a máquina de crescimento, criando um novo paradigma no sistema nacional de inovação.''
Segundo o diretor do BNDES, a combinação das duas recentes revoluções industriais mundias - a tecnológica e a de gestão empresarial - criou uma oportunidade especial para as economias ''baleias''. ''Estamos vivendo a hora e a vez das baleias'', diz, referindo-se aos países gigantes em área e população que, no passado, receberam pejorativamente esta alcunha. Como exemplo, ele citou a planta da montadora Ford em Camaçari, na Bahia, ''onde não há tradição operária e nem fornecedores de insumos, como plástico e outras matérias-primas da indústria automotiva''. ''Hoje, Camaçari é a jóia da Ford'', declarou. (AE)

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