Mãos delicadas e anônimas podam com perfeição as matrizes (mudas) plantadas no jardim clonal. Cada uma das miniestacas, resultado da poda, é novamente plantada e preparada para ir ao campo. De lá, anos depois, torna-se a matéria-prima para a produção de papéis e móveis, além de servir para o equilíbrio do meio ambiente.
Assim é o processo no viveiro mantido pela Klabin, em Telêmaco Borba. No local são produzidos 22 milhões de mudas por ano. A missão desse viveiro, informa o coordenador da área de produção de mudas da Klabin, Dilur Araújo, é disponibilizar as plantas às áreas próprias da Klabin e também aos fomentados. ''Nesse viveiro dá para produzir tanto mudas por clonagem como por semente'', destaca.
No jardim clonal, por exemplo, estão plantadas 170 mil matrizes, que geram em torno de seis brotos por mês, durante dois anos. Depois de serem retirados os brotos, eles são tratados, passam por um processo de irrigação em estufa e depois são levados para o campo. Já as mudas por semente ficam um período na casa de germinação em estufa e só depois desse processo estarão preparadas para serem encaminhadas ao reflorestamento.
De acordo com Araújo, todo o substrato utilizado para adubar as mudas, no período de fertilização, é elaborado a partir da casca do pinus. ''É um produto natural, que não provoca contaminação nenhuma à planta que está crescendo'', enfatiza. O pinus leva em média seis meses para ficar pronto, já o eucalipto pode ser ser levado ao campo em 90 dias. (E.Z.)

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