César AugustoBarion e Audrey: intenção é massificar a marca em todo o PaísContar com um administrador em cada ponto de venda, com um custo baixo, é a grande vantagem do sistema de franquia, na opinião da empresária Audrey Garcia Lonni, proprietária da marca Vitturia de perfumes e cosméticos. Se não fosse a agilidade do franchising, Audrey afirma que jamais poderia ter 131 pontos de venda em todo o País, desde que lançou a marca no mercado, em maio de 1995.
Se é um número alto, a pretensão da Vitturia é ainda maior. Até o final de 1998, a empresa quer dobrar o número de franqueados. Só no Brasil. Audrey conta que uma empresa de Portugal quer fazer parceria com a Vitturia. ‘‘Hoje nosso foco ainda é o Brasil. Primeiro vamos nos fortalecer aqui para depois partir para o mercado externo’’, afirma.
A intenção da empresa é massificar a marca. Para isso, os próprios franqueados ajudam na divulgação do negócio. Um exemplo é uma franqueada de Teresina (PI) que conheceu a Vitturia por meio de um parente dela, de São Paulo, que também é franqueado. ‘‘De uma mesma família, temos franqueados que moram em Goiânia (GO), Presidente Prudente (SP) e São Paulo’’. O negócio já chegou a várias capitais nordestinas. Em Londrina, há três parceiros.
A Vitturia se encarrega da criação e produção dos itens e da assistência ao franqueado. Ao redor de cada franqueado, há uma rede de demonstradores, que vendem o produto porta a porta. Em todo o Brasil, há 10 mil demonstradores. Se a meta de dobrar o número de franqueadores for atingida, Audrey calcula que mais 25 mil demonstradores também passam a fazer parte do negócio. Diretamente, a Vittura emprega 60 pessoas.
O superintendente da Vitturia, Aristides Barion Júnior, conta que um franqueador precisa de 20 demonstradores para iniciar o negócio. Em seis meses, quando contar com 100 demonstradores, começa a sentir o retorno financeiro. O investimento inicial é de R$ 5 mil, que corresponde à compra de produtos. O franqueado precisa montar um escritório para atender os demonstradores. Não há cobrança de royalty.
Em Rio Claro e Araras, no interior paulista, e em Cascavel e Maringá, os franqueados abriram lojas. ‘‘Temos um modelo para quem quer montar loja, mas é proibido se instalar em shopping center’’, diz Audrey. Ela explica que o objetivo do franqueado não é vender para o consumidor final, mas abastecer os demonstradores, que têm o contato direto com os clientes. Barion diz que os produtos são enviados para o franqueado, que os distribui para sua rede de vendedores. ‘‘Com isso, cai nosso custo de distribuição’’. A Vitturia se encarrega da treinar o franqueado e as demonstradoras.
A Vitturia produz 25 mil itens por mês em São Paulo. As fórmulas são desenvolvidas por Audrey, que é farmacêutica e bioquímica. ‘‘Na verdade, meus produtos são chamados de cosmecêutica por terem ação farmacêutica também’’, explica. Na linha de perfumes, há 11 fragrâncias. Na de cosméticos, são mais de 50 itens. Em maio, a Vitturia lança novos produtos.(Carina Paccola)

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