''A composição de uma boa vitrine tem um reflexo no aumento de caixa de até 30% imediatamente depois da troca da campanha visual.'' A estimativa é do consultor especialista em visual merchandising Luiz Travassos, que ministra curso para cerca de 120 lojistas e gerentes no Catuaí Shopping, em Londrina. O treinamento, que termina hoje, tem como objetivo orientar o gosto estético dos lojistas, funcionários e profissionais responsáveis pelos espaços expositivos de vitrines e interior de loja.
Travassos é consultor da rede Pão de Açúcar, Vicunha e Ancântara Machado e organizou a apresentação visual de eventos como o São Paulo Fashion Week. Hoje, ele irá percorrer o shopping para mostrar os erros e acertos na composição de vitrines, partindo de referências como formas, cores, conceitos e simbologias.
A dica para o varejo, segundo Travassos, é primeiro ter bem definido o foco de trabalho e o público, para apostar numa comunicação visual eficiente, que segundo dados do Sebrae no Paraná, determina 78% das compras das mulheres e 50% dos homens. ''É possível orientar toda uma leitura visual, que no mercado atual é a maior responsável pelo convencimento do consumidor, transmitindo conceitos de qualidade e estética'', explica.
Para o especialista, o ideal é que a vitrine sempre reforce o conceito da loja com uma informação que agregue valor aos produtos. Também são importantes como estratégias de venda, a luz, o apelo visual e o grau de objetividade de acordo com o público. Para os homens, a composição pede apelos mais racionais, que levem em conta os conceitos de realização profissional e familiar. Para as mulheres o trabalho deve ser desenvolvido na base emocional, valorizando a organização de cores e formas.
O ideal é que a campanha de vitrine seja reelaborada a cada mês e que os produtos sejam trocados toda a semana. ''O setor de vestuário tem que mostrar agilidade, modernidade, mostrar que está por dentro das novidades da moda e inovações.'', destaca Travassos. ''O visual segue um caminho emocional porque é nesse momento em que o consumidor quer dar vazão ao seu entusiasmo e não à razão, por isso a estética é mais eficiente do que os argumentos verbais dos vendedores'', completa.

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