Compradores de imóveis da Iguaçu do Brasil fizeram um protesto ontem pela manhã no Calçadão, em frente ao Banco do Brasil. Cerca de dez famílias se manifestaram em repúdio à soltura sob fiança de seis dos acusados no caso da construtora, no último fim de semana. Segundo Jorge Barreto, promotor do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), até segunda-feira, apenas duas mulheres – funcionárias da construtora - continuavam presas. Uma delas está em regime domiciliar.
"Nossa reivindicação é justamente esclarecer que dinheiro pagou a fiança. É dinheiro arrecadado das vítimas", reclamou o empresário Eduardo Tomasetti, que participou do protesto. O valor da fiança de Carlos Alberto Campos, proprietário da empresa, foi de R$100 mil.
Nesta segunda-feira, o Gaeco protocolou denúncia contra as oito pessoas ligadas à construtora Iguaçu do Brasil, sendo que uma delas ainda está foragida. As acusações são de estelionato, formação de quadrilha, crime contra relações de consumo na venda de imóveis residenciais e falsidade ideológica. A construtora não tinha alvarás de loteamento para empreendimentos o que a impedia de negociar os imóveis, entre outras irregularidades. Cerca de 600 consumidores foram prejudicados. O delegado do Gaeco, Alan Flore, ainda apura outros 13 inquéritos por suspeita de estelionato em outros empreendimentos.
Para amanhã, o grupo de consumidores organiza outro protesto em frente à Prefeitura de Londrina, às 14h, para cobrar respostas da Secretaria de Obras, já que os terrenos das obras dos empreendimentos não tinham sequer licença para loteamento.

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