Vistoria do Ipem reprova 43 bombas em postos
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quinta-feira, 04 de agosto de 2005
Vera Barão<br>Reportagem Local 
As blitz nos postos de combustíveis desencadeadas pelo Instituto de Pesos e Medidas (Ipem) no mês passado, com o objetivo de impedir que o motorista receba menos combustível do que pagou, vistoriaram até ontem 102 postos na região de Londrina. Foram verificadas 675 bombas medidoras de combústiveis, das quais 43 foram reprovadas. Dessas, 8 bombas foram interditadas - cinco delas só em Londrina. A operação autuou ainda 13 postos.
Além de Londrina, a operação foi estendida para Cornélio Procópio, Arapongas, Apucarana e Jandaia do Sul. De acordo com o gerente do Ipem, Marcelo Trautwein, as principais irregularidades foram constatadas nas bombas que apresentaram vidros trincados, mangueiras deterioradas, vazamentos, entre outros problemas que deverão ser consertados no prazo de 10 dias.
Segundo Trautwein, as interditadas estavam com os lacres violados - o que pode indicar que o posto entregava ao consumidor quantidade inferior de combustível ao que era vendido. Em um posto de Londrina, na Zona Norte, a diferença chegava a 260 mililímetros a cada 20 litros de combustíveis. O limite tolerável é de 100 mililímetros por 20 litros. ''A gente tem observado que esta prática tem diminuído em comparação aos anos anteriores, por outro lado, chega muita denúncia sobre a qualidade do produto'', informa Trautwein.
Em contrapartida, o Ipem não vistoria a qualidade do produto, apenas a quantidade comercializada, obedecendo determinações do Instituto Nacional de Metrologia (Inmetro). A qualidade é fiscalizada pela Agência Nacional de Petróleo e, eventuais fraudes de sonegação, pela Receita Estadual.
Os postos com bombas interditadas só voltam a funcionar depois de um mecânico autorizado regularizar o lacre das bombas. Segundo Trautwein, os postos autuados apresentaram suas defesas, que estão em fase de análises pela Procuradoria Jurídica do Ipem.


